Luiz Felipe Scolari, técnico do Palmeiras, esbravejou ao final da partida contra o Mogi Mirim. “Economia pode sair cara,” disse o técnico.

Empatar com o Mogi Mirim, fora de casa, não é uma das piores coisas do mundo comparado com o passado recente da equipe. A liderança do Campeonato Paulista e a boa fase escondem a falta de um número 9. O técnico Luiz Felipe Scolari escancarou a falta de um atacante de ofício na entrevista após a partida.

Para Felipão, os jogadores que estão no clube não dão conta. “Para aspirar alguma coisa lá na frente, é preciso ter uma ou outra situação de jogo que faça com que o adversário tenha medo. Os outros são só meninos. Adriano, Max, Patrik, Vinícius, todos com 20 aninhos. Tem que ter nome de peso e cara feia que aí vamos pensar mais alto. No jogo tivemos umas cinco, seis chances de marcar, mas faltou melhor conclusão. Se chutássemos de lado em vez de ser em cima dele, o goleiro não teria sido o destaque,” disse o treinador.

Felipão ainda comentou os empréstimos de Tadeu e Vitor para o Sport, de Recife. “Já disse mil vezes: precisamos de um camisa nove. Essa economia pode sair cara. Emprestamos Vitor e Tadeu, diminuímos bem nossa folha de pagamento. Temos um bom centroavante que é o Kleber, mas ele precisa de outro atacante que seja referência para ele ficar liberado. Preciso de alguém na área para o adversário saber que tem outra pessoa que pode fazer gol,” concluiu o treinador.

A diretoria do clube nunca escondeu que está procurando o jogador pedido por Scolari. Porém os salários estão emperrando qualquer negociação. Ultimamente têm se falado bastante no nome de Grafitte, mas o atacante negou qualquer contato.

Comentários

comentários