Acabamos eliminados, é verdade. Mas o jogo mostrou um pouco do poderio da equipe que vai disputar o Brasileiro. E a conclusão é de que trata-se de um time esforçado, com algumas peças interessantes, mas que ainda precisa de pelo menos dois reforços importantes, que cheguem para jogar.

O clima no Pacaembú foi estranho. Sem as torcidas organizadas, o glamour de torcer pelo time como antigamente voltou. Sem padrões, a torcida aplaudia a equipe, gritava cânticos diferentes e apoiou a equipe até o minuto final. A TUP ficou do lado de fora e protestou pesadamente contra a diretoria, principalmente contra o ex-presidente Mustafá Contursi. Já a maior organizada do Palmeiras, a Mancha Alvi Verde, publicou em seu site a Campanha “Público zero”, não incentivando os torcedores para comparecem no jogo depois da barbárie ocorrida em Curitiba, semana passada.

Antes mesmo de chegar ao Pacaembú, o ônibus da delegação palmeirense estava com um dos vidros quebrados. Segundo Felipão, a pedra foi atirada por alguns torcedores e quase atingiu a cabeça do Marcos. São os vândalos que temos que enfrentar, que não sabem diferenciar as situações.

O Palmeiras começou veloz, no 3-5-2. Como adiantamos no pré jogo, Felipão optou por Chico, mas mesmo assim o time ficou ofensivo. A zaga do Verdão ficou consistente, e o Palmeiras saiu bem para o jogo. Já o Coritiba, com o meio desfalcado, veio disposto a botar água no chopp palmeirense logo no começo. Mas não conseguiu.

A jogada mais explorada pelo Verdão foi com Marcos Assunção. De todo jeito, o volante mandava a bola para área. Era falta, escanteio, lateral…mas nada adiantou na primeira etapa. Mesmo merecedo a vitória, o Palmeiras terminou empatado.

No intervalo, apenas uma mudança. WP9 deixou o time dando lugar à Adriano MJ. O atacante sentiu uma lesão no ombro e já vira dúvida para a estreia no Brasileirão.

Na primeira jogada, gol. Cruzamento que Adriano não alcançou, mas Emerson conseguiu e fez contra. 1 a 0 Palmeiras.

Aos 15 minutos, o atacante Bill foi expulso, deixando o Palmeiras no jogo. Aos 20, Marcos Assunção acertou uma bala no gol, um verdadeiro golaço, uma pancada. Os dois gols no placar animaram a torcida, que sabia das dificuldades.

O Coritiba, de maneira inteligente, fez a manutenção da partida. Caiu jogadores, demora na reposição de escanteios e laterais e assim por diante. Com isso, o Palmeiras acabou sucumbindo. Felipão ainda enfiou Patrick no time, mas sem sucesso.

O resultado de ontem mostrou que o time superou as feridas da semana passada. O petardo de 6 a 0 foi claramente emocional, resultado de uma carga pilhada do clássico contra o Corinthians, que a própria imprensa ajudou a criar. Desmantelado, levamos uma paulada. Mas, nesta quarta-feira, resgatamos um pouco da nossa glória e dignidade. E quem merece os parabéns são os palmeirenses, que aplaudiram o time apesar da situação ridícula.

Agora teremos o Campeonato Brasileiro e a Copa Sulamericana. O caminho mais curto para a Libertadores obviamente é o torneio sulamericano. Como o próprio presidente assumiu, precisamos de no mínimo dois reforços interessantes. Nosso elenco não é ruim e se superar os problemas internos e se unir, o campeonato de pontos corridos promete.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS X CORITIBA

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 11 de maio de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Renda: R$ 219374,00
Público: 6.541 pagantes
Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)
Assistentes: Márcia Caetano (RO) e Jossemar Moutinho (PE)
Cartões amarelos: Jonas e Lucas Mendes (Coritiba); Kleber (Palmeiras).
Cartões vermelhos: Bill (Coritiba)
Gols:
PALMEIRAS: Emerson (contra), aos 25 segundos do primeiro tempo; Marcos Assunção, aos 21 minutos do segundo tempo.

PALMEIRAS: Marcos; João Vitor (Patrik), Thiago Heleno, Danilo e Gabriel Silva; Chico, Marcos Assunção, Márcio Araújo e Lincoln (Tinga); Kleber e Wellington Paulista (Adriano)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

CORITIBA: Edson Bastos; Jonas, Demerson, Émerson e Lucas Mendes; Leandro Donizete, William, Davi (Leonardo), Anderson Aquino (Maranhão) e Éverton Ribeiro (Marcos Paulo); Bill.
Técnico:
Marcelo Oliveira.

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