Hoje é o dia típico de uma missão impossível. No jogo de ida, altamente desconfigurado, o Palmeiras apanhou de 6 a 0 do Coritiba, expondo feridas e problemas internos, mais uma vez. O jogo de volta, com certeza, não merece tanto prestígio. Tanto que as próprias torcidas organizadas, que não perdem um, combinaram de não aparecer.

A assessoria do clube divulgou a venda de somente 500 ingressos para o jogo desta noite. Ou seja, o público, hoje, pode não chegar à mil pagantes. O pior público foi em 1973, quando o Palmeiras bateu o Olaria por 1 a 0. Naquele confronto, 873 pessoas acompanharam a magra vitória palestrina.

A diretoria do clube conversou com Felipão, conversou com os atletas e pediu o mínimo de senso na partida de hoje. A motivação? Aliviar um pouco a paulada levada na semana passada, e, pelo menos, sair vencedor da partida. Mesmo que como consequência carreguemos uma eliminação absurda de uma competição que salvaria o semestre, já que o Flamengo praticamente deu adeus e o São Paulo provavelmente não vá longe.

Felipão, que se disse motivado no início da semana, treinou a equipe com Chico, que deverá atuar como terceiro zagueiro, protegendo a zaga. Wellington Paulista já foi confirmado como titular e pode ser a peça chave da partida. É bem provável que a equipe entre em campo com Marcos; Danilo, Chico e Thiago Heleno; João Vítor, Marcio Araújo, Marcos Assunção, Lincoln e Gabriel Silva; Kleber e Wellington Paulista. Felipão pode alterar ainda para um 4-4-2, dando oportunidade para os laterais avançarem amplamente.

A tática é muito bonita no papel, mas sabemos que se o Palmeiras fizer dois gols nos primeiros 15 minutos, planejamento algum sustentará a ânsia palmeirense de se livrar do vexame. Afinal, enfiar seis no Coritiba e levar o jogo para os pênaltis já está de bom tamanho, para uma equipe que humilhou seu torcedor na cidade paranaense.

A emoção com certeza estará à flor da pele. O Coritiba veio sem o seu meio campo titular e a imprensa está dando a classificação como encerrada para o Verdão. Felipão sabe muito bem usar essas situações como motivação para o time se dar bem. Claro que tudo pode não passar de um sonho, mas não custa acreditar. Afinal, são seis tentos para serem superados. Marca difícil de ser batida, ainda mais com atletas apáticos e sem amor à camisa palestrina.

Comentários

comentários