Fluminense contrata o meia do Peñarol e pode ter se metido em uma grande enrrascada: o atleta tinha pré contrato registrado com o Palmeiras. Jogador pode ser punido com um ano fora dos gramados, e clube carioca com multa milionária.

O Fluminense se envolveu em um grande problema, ao anunciar o meia Martinuccio, ex-Peñarol, como seu novo reforço. O atleta assinou junto com seu representante um pré contrato com o Palmeiras. A multa rescisória gira em torno de R$ 50 milhões. O contrato obrigava o atleta para se apresentar e vestir a camisa alviverde no começo de agosto.

O time carioca entrou na negociação e ofereceu maiores salários. Sem conversar com o Palmeiras, “futuro” detentor de seus direitos, Martinuccio e seu agente passaram a semana inteira no Rio de Janeiro negociando com o clube carioca. Hoje, o ex-meia do Peñarol assinou contrato com o Fluminense.

Roberto Frizzo, diretor de futebol do Palmeiras, não deu declarações polêmicas acerca do caso. Mas já adiantou que a situação já está sendo encaminhada à Fifa, órgão máximo do futebol mundial. “A Fifa decidirá se o nosso pré-contrato é válido ou não. O Fluminense vai inventar os argumentos deles; nós, os nossos. Cabe à Fifa decidir”, disse Frizzo.

O Fluminense se cerca de duas justificativas: a primeira é que o pré contrato não foi assinado pelo atual agente de Martinuccio. Porém, ao lado da assinatura do “suposto” agente, consta a assinatura do atleta, reconhecida. Ou seja, a intenção do jogador é comprovada no contrato.

A segunda justificativa é que contratos envolvendo transações internacionais devem ser redigidos em três linguas: português, inglês e espanhol. Segundo Frizzo, o contrato foi assinado em apenas uma via e está em lingua portuguesa. André Sica, advogado do Palmeiras, confirmou nesta tarde que a falta do contrato nos outros dois idiomas não faz a menor diferença, visto que o atleta concordou em jogar no Palmeiras, assinando o pré contrato.

“Vamos até o fim. Vamos entrar na Fifa e nos municiar de todas as armas possíveis. E a conta vai chegar, ela sempre chega. Acho que os dirigentes vão começar a aprender a respeitar as questões jurídicas. O Palmeiras está disposto a ir até o fim. Não o queremos mais. Ele já quebrou o contrato,” disse Sica.

“O futebol é o único lugar onde raciocínios razoáveis e decisões jurídicas são sobrepostas pela opinião pública. O Fluminense está em contexto atual de vulnerabilidade, deixou o seu grande craque sair. Entraram em uma negociação e, no meio do caminho, percebram que era uma armadilha. Mas se retrocedessem, seriam condenados por seus torcedores. Eles foram compelidos a fazer isso,” concluiu o advogado palestrino.

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