Palmeiras enfia 3 a 0 no Santos e prolonga a freguesia. Vitória em clássico cheio de desfalques.

O Verdão não tomou conhecimento do Santos e mandou 3 a 0, só no primeiro tempo. Se tivesse forçado, mandaria mais. Mas o jogo terminou com três tentos à favor do Palmeiras. Resultado deixou o time no G4 e próximo dos líderes.

O jogo

Mesmo sem um meia de ofício (Valdívia na seleção chilena e Lincoln pediu para ser negociado), o Palmeiras tomou as ações do jogo. Luan era o responsável indireto pela construção das jogadas, auxiliado por Patrick. O Santos, com Diogo atuando como armador, veio à campo com só dois atacantes. E logo a zaga tomou conta do ataque santista, sem deixar chance.

Aos 20 minutos, Luan achou Maikon Leite na área. O atacante usou sua extrema velocidade e habilidade para cortar Rafael e mandar para as redes: 1 a 0 Palmeiras, com direito à comemoração!

O volume de jogo do Palmeiras era notório. A troca de passes envolvia o Santos, que abusava na arte de fazer faltas. Aos 29 minutos, Assunção mandou bola na área após cobrança de escanteio e Maurício Ramos subiu mais alto que todo mundo, escorando no canto e marcando o segundo gol palestrino, para o delírio dos alviverdes presentes.

Com dois gols de vantagem, o Verdão era mais dono do jogo do que nunca. O Santos, com Richely e Borges, ameaçara explorar os cantos da defesa palmeirense. Sem chance: a edificação alviverde não dava chance. E foi assim, em um contra-ataque, que o Palmeiras mastigou o terceiro. Aos 44, Luan deu um lindo passe de trivela, rasteiro, cruzando o campo. Márcio Araújo só limpou a bola para Patrick, que mandou um chutaõ no ângulo direito de Rafael, que só analisou a trajetória da pelota: 3 a 0 Palestra!

Para a segunda etapa, Muricy Ramalho colocou Roger e Felipe Anderson. E a alteração surtiu efeito: Borges, por duas vezes, quase marcou. Primeiro numa falha grotesca de Maurício Ramos, que Marcos salvou. E na segunda, o Santo pegou com os pés, num verdadeiro milagre.

Muricy colocou Tiago Alves pela direita, pouco depois. O jogador fez boas movimentações, mas nada que assustasse a zaga palmeirense. Foi então que Felipão resolveu cozinhar o jogo de vez: colocou Tinga, João Vitor e Pierre, permanecendo com Wellington Paulista no banco de reservas.

Com o fim da partida, o Palmeiras alçou posições e chegou na terceira colocação, com 18 pontos (mesmo número de pontos do São Paulo). Vencer um clássico de goleada, mesmo com um adversário esburacado, é sempre importante e motivador.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 3X0 SANTOS

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 10/7/2011 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Herman Brumel Vani (SP)

Renda/público: R$ 444.239,00 / 16.751 pagantes
Cartões amarelos: João Vítor (PAL); Léo, Pará (SAN)
Cartões vermelhos:
GOLS: Maikon Leite, 20’/1ºT (1-0); Mauricio Ramos, 29’/1ºT (2-0); Patrik, 44’/1ºT (3-0);

PALMEIRAS: Marcos; Cicinho (João Vítor 33’/2ºT), Maurício Ramos, Leandro Amaro e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção e Patrik (Pierre 43’/2ºT); Maikon Leite (Tinga 23’/2ºT), Luan e Dinei. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

SANTOS: Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Possebon (Roger Gaúcho, intervalo), Arouca e Danilo; Diogo (Tiago Alves 17’/2ºT), Borges e Rychely (Felipe Anderson, intervalo). Técnico: Muricy Ramalho.

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