Após o empate vergonhoso diante do Atlético-GO, clube arma forte esquema de segurança prevendo aparição de torcedores. Mas nem os palmeirenses aguentam mais falar sobre os erros do time.

O desembarque da delegação do Palmeiras, nesta segunda-feira, foi tranquilo. Cerca de oito seguranças apareceram e aguardaram a chegada dos jogadores e comissão técnica. O medo era de que torcedores aparecessem para cobrar o óbvio: um melhor futebol do time.

Felipão foi um dos primeiros que desembarcou. Logo depois do jogo, na coletiva, o treinador levantou dúvidas sobre sua permanência no clube. Em seguida, Tirone revelou que não pretende, de forma alguma, negociar o técnico com outro clube ou dispensá-lo.

“O sentimento é de vergonha. Estávamos com dois a mais e permitimos o empate. Isso jamais poderia acontecer”, disse Marcos Assunção, principal responsável pela armação dos gols palmeirenses. O atacante Kléber reclamou publicamente, após a partida, que o Palmeiras só consegue fazer gols via “chuveirinho”, promovido pelo volante palmeirense. A declaração do atacante gerou um sério mal estar no grupo.

Ora criticado e ora aplaudido pela torcida, Luan revelou estar com vergonha também. “Claro que o time está com vergonha. É até difícil falar neste momento, mas o futebol é assim. Temos que conversar entre nós, os jogadores, para que isso não volte a acontecer”, disse.

Com 39 pontos, o Verdão começa a preparação para enfrentar o América-MG, no Canindé, no final de semana. Valdívia, que estava no departamento médico, poderá ter chances de jogar. Chico, suspenso, também terá condições de jogo.

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