Roberto Frizzo confirmou a demissão dos assessores de imprensa, Sérgio do Prado e de André Sica.

Quando pensamos que a diretoria do Palmeiras realmente se superou, ela consegue se superar um pouco mais. Depois de anunciar a venda de ingressos à R$ 5 para o clássico diante do São Paulo, veio a bomba: Tirone autorizou a demissão dos assessores de imprensa, do gerente de futebol Sérgio do Prado e do advogado André Sica.

Roberto Frizzo usou palavras de “conforto” na hora de confirmar a demissão. “A assessoria de imprensa realmente foi demitida. O Sérgio não prestará mais serviços para a gente. O jurídico do clube prestará serviços pontuais diretamente do seu escritório”, disse Frizzo por telefone. “Era uma corrente muito forte para que eles saíssem. Vai ser bom para o clube e para eles. Ninguém gosta de trabalhar com a espada na cabeça”, disse.

Mas a realidade não é bem essa. Grande parte dos assessores eram identificados com grupos da antiga situação, principalmente com o ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, que sempre apostou em um trabalho profissional nessa área. Tanto que as diferenças do Palmeiras antes e depois da implantação da assessoria são imensas. Os profissionais sempre alimentam o site com competência, têm canal aberto com os torcedores e procuraram integrar o pessoal da Mídia Palestrina, à quem deve-se realmente satisfações à respeito sobre o Palmeiras. E não para órgãos de imprensa que só visam audiência e lucros exorbitantes, além de sempre tumultuar o ambiente com notícias maliciosas.

Outro ponto, sem dúvida alguma, é o ódio de Mustafá Contursi e Edvaldo Frasson com antigos oposicionistas. Fábio Finelli era um dos “tops” da lista negra promovida por Contursi. Inclusive, o webmaster do POL, Thiago Gomes, também foi vítima de suspensões e mais suspensões por conta de críticas feitas pela internet, na época. Com a entrada de Della Monica no poder, as coisas começaram à mudar. Finelli, Helder Bertazzi, Marcelo Tadeu Lia e outros profissionais foram contratados para administrar uma parte bastante falha no clube: a comunicação.

O advogado André Sica, também demitido, insistiu bastante para o Palmeiras entrar com recurso na Fifa visando reverter a situação de Martinuccio, que assinou um pré contrato com o clube e acabou indo para o Fluminense. “Bonzinho”, Tirone não queria melar o relacionamento com a diretoria do clube carioca e estava disposto a deixar o caso “pra lá”. Sica convenceu a diretoria e montou um processo grandioso, com provas extensas e encaminhou para o órgão máximo do futebol mundial.

Já Sérgio do Prado realmente era criticado por todas as alas do clube. Sempre com a insistência de economizar, chegou à confirmar a logística do clube para voltar de um jogo contra o Vasco, no Rio de Janeiro, de ônibus. O fato agradou temporariamente a diretoria do clube, mas não os jogadores. Muitos reclamavam das instalações “mais em conta” que Prado reservava em preparações de jogos.

Agora a solução é a seguinte: colocar de volta Mário Gianinni, que se apresentava que nem um mendigo quando tinha que aparecer na TV dando algum tipo de informação, ou colocar algum filho, parente ou conhecido de algum diretor para fazer o papel de assessor, advogado ou gerente. Essas são as saídas para uma diretoria incompetente.

O Palmeiras, mais uma vez, perde com a saída de grandes profissionais. Profissionais que sempre trabalharam com afinco e que temos certeza que são palmeirenses e lutam pelo Palmeiras. Já alguns diretores….

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