Palmeiras erra muitos passes, toma gol e sai derrotado do Pacaembú. Os três pontos perdidos não impactaram muito, mas já deixa a torcida ressabiada.

Perder é normal. Mas perder em casa, para o Mirassol, e jogando muito mal, não é normal. O Palmeiras exagerou na arte de errar passes e acabou perdendo no Pacaembú para uma equipe que nunca tinha vencido um time grande desde que subiu para a Série A, em 2008.

O jogo

Felipão optou mais uma vez por Wesley. Sem Assunção, o time ficou órfão de bolas paradas, tanto escanteios quanto faltas. Na frente, Barcos e Maikon Leite também não conseguiram fazer grande exibição.

Por incrível que pareça, o adversário entrou com bom volume de jogo. No início, Felipão deu entrevista dizendo que o Mirassol não jogava trancada na zaga. Não foi o que vimos. O adversário soube se defender muito bem e evitou as jogadas palmeirenses. Quando conseguia subir para o ataque, sempre conseguia arrancar com perigo.

Três lances consecutivos marcaram o primeiro tempo: Wesley recebeu bela bola e chutou cruzado, para fora. Na sequência, Samuel escapou sozinho e chutou forte, dando o troco no Palmeiras. A bola quase entrou no ângulo de Deola. No retorno, Wesley, de novo, perdeu excelente chance de abrir o marcador.

O time de Felipão não conseguia acertar uma simples jogada. O Mirassol começou a se arriscar mais na partida, dando chances. Mas o meio campo do Verdão não estava inspirado e não conseguiu aproveitar.

Sem alterações, o Verdão voltou melhor. Duas chances claras com Wesley, que Fernando Leal apareceu muito bem, evitando o gol. Felipão então optou pela saída de Arthur e a entrada de Chico. Com a alteração confirmada, Wesley avançou para a lateral direita. Porém, o treinador palmeirense destruiu a parceria na lateral esquerda, que simplesmente não produziu mais nada.

Acéfalo, o time viu o Mirassol abrir o placar: Preto dominou e fintou Barcos. Sozinho, viu Deola sair e tocou por cima, fazendo um bonito gol: 1 a 0 Mirassol.

No desespero, Felipão sacou Wesley e colocou Ricardo Bueno, Em seguida, tirou Daniel Carvalho – cansado – e colocou Pedro Carmona. O Palmeira sofreu uma leve, e quase imperceptível, melhora. Bom para Maikon Leite, que teve grandes chances mas não soube finalizar com cuidado e objetividade. E assim o Palmeiras saiu derrotado do Pacaembú.

Com os resultados deste domingo, o Palmeiras está confirmado na quarta colocação. Se seguir neste ritmo, o provável adversário na fase eliminatória do Paulistão será o Mogi Mirim. Mas, antes de pensar no regional, o Verdão tem confronto diante do Horizonte-CE, pela Copa do Brasil, na quarta-feira.

Gol de Preto contra o Palmeiras. Jogador escapou de Barcos e tocou por cima de Deola.

Frases:

“Fomos muito mal, não conseguimos repetir as outras atuações e, com uma falha, saímos com a derrota”, João Vitor;

“No primeiro tempo, jogamos mal, mas fomos para cima no segundo e não conseguimos. Agora, temos de pensar na Copa do Brasil”, Maurício Ramos;

“Tivemos apenas três ou quatro escanteios e duas bolas paradas. Com Assunção ou com Nosso Senhor Jesus Cristo, não mudaria nada. Não teria diferença, porque meu time esteve mal organizado e eu mexi em algumas peças… Esqueçam”, Felipão;

“Não tem nada a ver o decréscimo com a sequência de jogos. Qualquer jogador pode jogar de quarta e domingo”, Felipão;

 

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 X 1 MIRASSOL

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 31 de março de 2012, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Márcio Roberto Soares
Assistentes: Eduardo Vequi Marciano e Maria Eliza Correia Barbosa
Assistentes adicionais: Márcio Henrique de Gois e Edson Reis Pavani e Júnior
Cartões amarelos: Juninho (Palmeiras). Henrique Dias, Fernando Leal (Mirassol)
Público: 8.502 pagantes
Renda: R$ 294,740,00
GOL: MIRASSOL: Preto, aos 23 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Deola; Artur (Chico), Maurício Ramos, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, João Vitor, Wesley (Ricardo Bueno) e Daniel Carvalho (Pedro Carmona); Maikon Leite e Barcos
Técnico: Luiz Felipe Scolari

MIRASSOL: Fernando Leal; Samuel, Dezinho, Matheus e Willian Simões; Acleisson, Sérgio Manoel, Alex Silva e Xuxa; Preto (Borebi) e Henrique Dias (Malaquias) (Igor)
Técnico: Ivan Baitello

 

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