O momento de crise econômica do Brasil e a alta do dólar impacta qualquer time de futebol: é mais difícil competir e contratar jogadores no mercado externo, por exemplo. A janela de contratações está fechada, mas, mesmo assim, o momento do país atinge o Palmeiras – chega a quase dobrar salário de jogadores e vira obstáculo em renovações de contrato.

A explicação está na presença de jogadores estrangeiros – em 2014, o alviverde contratou Allione, Mouche e Cristaldo, e acertou com os argentinos um salário em dólares. Os salários dos jogadores variam na faixa de 60 mil a 80 mil dólares. Esses números continuam os mesmos, mas, em reais, o gasto do clube com estes atletas praticamente dobrou.

Entre junho e agosto do ano passado, época das contratações, o valor de um dólar variou entre R$ 2,20 e R$ 2,28. No fechamento desta matéria, estava valendo R$ 3,98 – quase o dobro. Em outras palavras, o salário dos palmeirenses, em pouco mais de um ano, aumentou 81%.

Um salário de 60 mil dólares, no ano passado, equivaleria a R$ 130 mil reais – um valor médio para um time grande brasileiro. Hoje, chega perto de R$ 240 mil reais. Já um salário de 80 mil dólares, por sua vez, pulou de R$ 176 mil reais para R$ 318 mil, entrando no patamar de jogadores badalados no futebol brasileiro, como Alan Kardec e Wesley, do São Paulo.

Dos três argentinos do Palmeiras, nenhum é titular. Cristaldo tem 11 gols na temporada e é considerado opção para o segundo tempo – está atrás de Barrios e Alecsandro na preferência de Marcelo Oliveira. Mouche e Allione sofreram lesões graves no começo ano e estão voltando agora, ambos como reservas.

Renovação

Além dos salários que cresceram, a alta do dólar também pode atrapalhar os planos do Palmeiras de manter seu artilheiro de 2015. Rafael Marques pertence ao Henan Jianye, da China, e está emprestado ao alviverde. Mantê-lo em definitivo depois do fim do ano custa 1,5 milhão de dólares.

Em janeiro, quando Rafael chegou, o preço para comprá-lo em definitivo equivalia a R$ 4 milhões. Hoje, jpa chega a R$ 6 milhões – caso o dólar continue subindo, a contratação ficará cada vez mais cara. E, provavelmente, mais distante.

Fonte: UOL

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