Presidente do Palmeiras afirma que investimento que fez no clube vai de encontro com suas ideias, mas ressaltou que era a única saída possível para sanear as dívidas.

Paulo Nobre assumiu a presidência do Palmeiras, em 2013, com o clube em grandes dificuldades financeiras. Na ocasião, o mandatário necessitou fazer um aporte financeiro para salvar as contas do Verdão. No entanto, em entrevista ao programa “Bola da Vez”, da ESPN, Nobre afirmou ser contrário a empréstimo de dinheiro de dirigentes a clubes, mas destacou que era a única saída víavel naquele momento.

– Dinheiro de dirigente ser colocado no clube é contramão daquilo que eu acredito, mas foi o que eu fiz, porque o Palmeiras não tinha direito – ressaltou, explicando as minúcias da operação financeira.

– Em vez de eu aplicar meu dinheiro no mercado financeiro, coloquei emprestado no Palmeiras, com uma correção igual aos valores que os bancos captam. Então, o Palmeiras captou um “dinheiro muito barato”, mas não pode ultrapassar os 10% das receitas anuais do clube […] O Palmeiras não pode abrir mão dos 10% da receita, se não, vai causar, para um futuro presidente, a mesma coisa que deixaram para mim – complementou.

– Num exercício de futurologia, o mundo vai estar (economicamente) igual a esse ano, melhorar ou piorar? Como vão estar as taxas de juros e a situação do clube? Na melhor das hipóteses, cinco anos para voltar esse dinheiro, chegando a 20, 25 anos – concluiu.

INGRESSOS CAROS NO ALLIANZ PARQUE
O Allianz Parque tem o maior “ticket-médio” do país. Questionado sobre os preços salgados dos ingressos na Arena, Nobre afirmou que um time forte custa caro.

– Torcedor quer um time campeão, não quer ser zoado na segunda, não quer que o filho sofra bullying na escola, e isso custa caro. A receita da bilheteria é parte importante da renda do clube. O torcedor que ia a todos os jogos, ele vai começar a ir de dois em dois, uma vez no mês, ou uma vez no ano. Se ele não tem condição de ir a todos os jogos, ele vai a um jogo, mas vai ser “o jogo”. Não adianta o clube baratear o ingresso e depois não ter condições de manter os jogadores – disse Nobre, ressaltando a importância do programa de sócio-torcedor “Avanti”.

– Você sendo sócio-torcedor Avanti, você tem desconto nos ingressos. Você não quer ser sócio-torcedor e não quer pagar ingresso cheio, aí fica complicado. […] A gente não quer sacanear o torcedor. Se, eventualmente, o cara não for para o estádio e, por isso, não vai torcer mais, isso não é ser torcedor. O fanático quer ver o Palmeiras forte. Ser Avanti é a pessoa poder participar da reconstrução do clube e fazer o clube mais forte. Participando do programa, tem facilidade na compra dos ingressos, também – encerrou.

Fonte: Lance!

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