Contemplado a participar da Taça Brasil de 1960 pela conquista do Campeonato Paulista no ano anterior, o Verdão, ao lado de outros 16 campeões estaduais da época, teve a oportunidade de disputar um torneio nacional organizado pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos, atual CBF) pela primeira vez na história e não decepcionou: faturou o título de maneira invicta, com duas goleadas sobre o Fortaleza-CE (3 a 1 e 8 a 2) na decisão.

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Antes da realização do campeonato, a CBD decidiu que as Seleções Estaduais que haviam chegado à final do Campeonato Brasileiro de Seleções de 1959 dariam ao clube de seu estado o direito de entrar diretamente nas semifinais do torneio nacional. Como a Seleção Paulista foi campeã e a Pernambucana ficou com o vice, Palmeiras e Santa Cruz foram beneficiados pelo regulamento.

No primeiro duelo das semifinais, o Palmeiras encarou o Fluminense, campeão da Chave Sul, que era composta pelos estados do Rio de Janeiro, Guanabara, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em pleno Pacaembu, empate sem gols. Já no certame decisivo pela vaga à final, o Verdão teve de encarar o Maracanã repleto de cariocas e a pressão dos torcedores rivais.

Apesar das adversidades, a equipe palestrina contava com o atacante Humberto Tozzi, que acabara de retornar ao time após passagem pelo futebol italiano e foi decisivo ao marcar o tento da vitória por 1 a 0 sobre o Tricolor das Laranjeiras aos 44 minutos da etapa final do duelo. Ao lado de Evair, Tozzi é um dos maiores artilheiros do Palmeiras de todos os tempos: são 126 gols marcados em 135 apresentações.

O adversário na grande final seria o Fortaleza, que havia eliminado o Santa Cruz na outra semifinal. A primeira partida foi no Estádio Presidente Vargas, casa do Tricolor Cearense, que estava completamente tomado por torcedores do Leão. Os cânticos não intimidaram o Alviverde, que fez 3 a 0 em menos de 20 minutos de jogo – dois gols de Romeiro e um de Humberto. Benedito ainda descontou para os donos da casa, mas nada que assustasse a exibição de gala do time de Oswaldo Brandão.

A festa no jogo da volta já era anunciada. Com mais de 40 mil palestrinos abarrotando o Pacaembu, o Fortaleza ainda conseguiu sair na frente do marcador com o atacante Charuto, mas Zequinha, Chinesinho (duas vezes), Romeiro, Julinho Botelho, Cruz (duas vezes) e Humberto foram os grandes protagonistas do inesquecível 8 a 2 sobre os cearenses: primeiro caneco nacional invicto e passaporte carimbado para a disputa inédita da Copa Libertadores da América em 1961.

Fundamental na conquista do título defendendo a meta alviverde, o ex-goleiro Valdir de Moraes relembrou a campanha do torneio. “Eu praticamente havia acabado de sair do Renner. Essa conquista será sempre um motivo de alegria e satisfação a mim, pois essa camisa é muito pesada, e tudo isso contribuiu para que o Palmeiras mostrasse cada vez mais a sua grandeza”, contou o ídolo palestrino.
Era a primeira taça na galeria do maior campeão brasileiro da história!

Jogo decisivo: Palmeiras 8×2 Fortaleza

Competição: Campeonato Brasileiro de 1960 (Taça Brasil) – Final (segundo jogo)
Data: 28/12/1960
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo-SP
Árbitro: Ricardo Bonadies (CE)
Público: 40.000 pessoas
Palmeiras: Valdir; Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar e Jorge; Zequinha e Chinesinho; Julinho Botelho, Romeiro, Humberto e Cruz. Técnico: Oswaldo Brandão.
Fortaleza: Pedrinho; Mesquita e Sanatiel; Toinho, Sapenha e Ninoso; Benedito, Walter Vieira, Moésio, Charuto e Bececê. Técnico: França.

Gols: Charuto (FOR-6’ do 1ºT), Zequinha (PAL-8’ do 1ºT), Chinesinho (PAL-10’ do 1ºT), Romeiro (PAL-12’ do 1ºT), Julinho Botelho (PAL-21’ do 1ºT), Charuto (FOR-44’ do 1ºT), Cruz (PAL-8’ do 2ºT), Cruz (PAL-11’ do 2ºT), Chinesinho (PAL-24’ do 2ºT) e Humberto (PAL-32’ do 2ºT).
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Fonte: Site Oficial

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