Desde já um “ex-presidente de clube em atividade”, conforme ele mesmo se define, Paulo Nobre, que está em fim de mandato no Palmeiras, disse em entrevista à TV Gazeta que dispensa ter um cargo na próxima direção do alviverde, a ser comandada por Maurício Galiotte. Mesmo assim, afirma, ajudará o presidente eleito do jeito que for necessário.

Galiotte é do mesmo grupo de Nobre e foi eleito em pleito com candidato único, apoiado pelo atual mandatário do time paulista. Ele assumirá o posto em em 15 de dezembro.

“Não conversamos sobre cargos ainda”, disse Paulo Nobre. “Estarei à disposição para o que ele precisar. Ele foi um vice-presidente muito, mas muito leal. Mesmo quando discordávamos. Ele sabe que não preciso de cargo nenhum, servirei à presidência dele conforme ele precisar. Serei leal como ele foi comigo”.

Perguntado se não teme que o futuro do Palmeiras seja parecido com o do Corinthians, que vive atualmente crise política apesar de os últimos presidentes terem sido eleitos por um mesmo grupo interno, Nobre respondeu que não.

“Eu não me sinto à vontade para comentar sobre outros times. Devemos ter em mente que Mario Gobbi deu uma Libertadores e o Mundial ao Corinthians, que Roberto de Andrade foi campeão brasileiro no ano passado. Futebol é cruel com dirigente. Há dois anos o desejo do palmeirense era de me pendurar em praça pública para me malhar”. disse, antes de abordar o tema.

“Mas vamos lá: em primeiro lugar, o Palmeiras não precisa de mim. Ele anda com as próprias pernas há dois anos. Nós temos princípios no nosso grupo. Se ele feri-los, muita gente se sentirá incomodada. Não serei só eu. Exatamente como se eu tivesse ferido esses princípios. Quais são? Várias coisas nos norteiam, como a responsabilidade financeira – isto é, não querer ser populista para entrar na história do clube. O Palmeiras está com os dois pés no século 21”, acrescentou.

Palmeiras fará homenagem à Chape

Paulo Nobre confirmou no fim do programa que o time jogará com a camisa da Chapecoense na última rodada, já como campeão brasileiro, contra o Vitória no Barradão. A partida, que deveria ter acontecido neste domingo (04), foi remarcada para o próximo fim de semana devido ao luto pelas 71 mortes do acidente aéreo.

O Palmeiras havia feito pedido aos patrocinadores e à fornecedora de material esportivo para que pudesse usar a camisa do time de Santa Catarina, e já havia recebido resposta positiva. Agora, no entanto, o presidente do clube confirmou a homenagem.

“Vamos jogar [com a camisa da Chape], é uma singela homenagem. Qualquer homenagem é pequena”, afirmou.

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