Pressionado, Eduardo Baptista tem de se virar sem três pilares do meio

Técnico não conseguiu utilizar Felipe Melo, Tchê Tchê e Moisés juntos nenhuma vez, e time tem sofrido na saída de bola. Contra a Ferroviária, o trio está fora

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Dez entre dez torcedores imaginavam o time ideal do Palmeiras com Felipe Melo, Tchê Tchê e Moisés no meio de campo. Esse também era o pensamento de Eduardo Baptista, mas o técnico não conseguiu escalar os três juntos – e não conseguirá tão cedo, já que Moisés ficará ao menos seis meses fora devido à grave lesão que sofreu no joelho esquerdo.

Às 16h30 deste sábado, contra a Ferroviária, no Allianz Parque, o Palmeiras não terá nenhum dos três à disposição. Justamente no momento de maior pressão sobre Eduardo Baptista até agora, já que a equipe acaba de perder um Dérbi em que jogou o segundo tempo todo com um homem a mais.

Felipe Melo foi vetado desta partida porque levou 20 pontos no supercílio esquerdo após se chocar com Mina no clássico de quarta-feira. Tchê Tchê fraturou o ombro esquerdo na primeira rodada do Paulistão e está em estágio de transição física, com possibilidade de ser relacionado para o jogo da próxima sexta, contra o Red Bull, em Campinas. Moisés, por sua vez, só poderá ser levado em conta daqui a pelo menos seis meses, já que operou o joelho esquerdo.

Utilizar Jean como volante poderia ser uma alternativa, mas tirar o camisa 2 da lateral direita neste momento não é viável porque Fabiano também trata lesão. Arouca, outro que poderia colaborar no meio de campo, completa a lista de atletas que se recuperam de lesão e não está nem inscrito no Paulistão.

– Já era para estar definido (o time). As lesões do Moisés, do Tchê Tchê e do Fabiano atrapalharam um pouco. No jogo contra o Corinthians, já era para termos a base. Não consegui jogar com mais de cinco ou seis jogadores campeões no ano passado. Temos a primeira linha bem definida, o Felipe fazendo um bom trabalho, os meias dando uma resposta boa. A gente espera ter isso o mais rápido possível. Tchê Tchê está próximo, mas ainda não dá para pensar nele. Tem de pensar em quem está aqui para amanhã (sábado) ou contra o Red Bull chegar o mais perto do ideal para chegar bem na estreia da Libertadores – disse Eduardo, lembrando que restam apenas essas duas partidas antes da estreia na competição continental, contra o Atlético Tucumán, fora de casa.

Um dos principais problemas do time tem sido a saída de bola. Felipe Melo, volante que costuma ficar atrás da linha de quatro armadores no esquema 4-1-4-1, tem recebido forte marcação. Eduardo espera que um dos meias volte para dar opção aos zagueiros, o que Tchê Tchê e Moisés fazem muito bem, mas isso não tem acontecido. Como resultado, os chutões se multiplicam.

Diante da Ferroviária, Thiago Santos deve ser o substituto de Felipe Melo. A linha de quatro à frente dele, que teve Keno, Michel Bastos, Raphael Veiga e Dudu contra o Corinthians, pode sofrer alterações por opção tática. Guerra e Róger Guedes são candidatos a entrar na vaga, provavelmente, de Keno. Se o rendimento não melhorar, Eduardo sabe que a pressão vai aumentar.

– Eu me sinto preparado e me preparo a cada dia. A resposta é no campo. A gente tem de fazer a equipe jogar, fizemos uma boa partida contra o Linense (vitória por 4 a 0), contra o Corinthians deixamos cair no segundo tempo, perdemos a objetividade, mas estamos no caminho. Perdemos jogadores importantes e agora é trabalhar. Se engatilhar bons resultados, vão falar bem. Se fizer cinco bons resultados e perder uma, vão falar mal. É nosso dia a dia. Respeito todas as colocações, mas não me deixo abalar. Tenho de trabalhar dia a dia no campo, tenho o respeito dos jogadores, eles buscam a todo momento fazer o que é trabalhado. Isso me deixa tranquilo e é resultado. O treinador do Palmeiras tem de ter vitórias, se não vai ser sempre questionado. A solução está dentro do campo – completou o treinador, que soma três vitórias e duas derrotas no Paulistão, além de dois empates em amistosos.

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