Galiotte lamenta cerco no Allianz Parque e tem saudade de festas na rua

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Depois de episódios de brigas, furtos e confusões nos arredores do Allianz Parque ainda no ano passado, Palmeiras e SSP (Secretaria de Segurança Pública) decidiram fazer um cerco nos arredores do estádio em dias de jogo. Só acessa a área quem tem ingresso.

A mudança reduziu o número de incidentes registrados, melhorou a circulação em dias de jogo, mas também praticamente acabou com as festas na Rua Turiassú (hoje rua Palestra Itália), fato que virou tradição. Além disso, dificulta o acesso à região de moradores.

Desde então, o Palmeiras e as autoridades têm sido muito questionadas, mas não recuam. Em entrevista ao UOL Esporte, o presidente do clube, Maurício Galiotte, explicou que não pretende combater a orientação da SSP. Você também pode ler outros assuntos abordados no papo com o cartola.

“É importante esclarecer que isso é uma medida da Secretaria de Segurança Pública. Estive lá e eles me apresentaram alguns dados. Antes do cerco, tínhamos um número de quase 100 ocorrências por partida. Era roubo de celular, carteira, uma série de ocorrências, sem contar os que nem registram. Depois que foi feito o cerco, esse número foi reduzido para 10% do que acontecia. Quem comanda toda a operação fora do estádio é a Polícia. O Palmeiras não tem elementos para discutir esse assunto diante dos números”, explicou.

Apesar de ter o comando da Polícia Militar, a operação conta com ajuda total do Palmeiras, que fornece funcionários para a verificação da condição de cada torcedor.

“Toda a operação é administrada pela PM. O que a PM nos solicitou foi: uma pessoa que pudesse esclarecer dúvidas do ingresso. Como se o cartão Avanti está carregado, se o ingresso é daquele jogo… E é essa ajuda que a gente fornece”, explicou.

Galiotte admite que, como torcedor, preferia que a festa continuasse, mas que precisa ter responsabilidade como um dirigente.

“Como torcedor, é uma coisa que acho maravilhosa. Passei minha vida toda chegando ao Palestra com aquele tumulto, aquela emoção, aquilo faz parte do espetáculo. É inegável. Agora, quando estamos diante de uma situação em que estamos discutindo segurança fora do estádio, isso é responsabilidade do Estado. O clube não pode assumir a responsabilidade diante dos números apresentados. Aquela final da Copa do Brasil [em 2015, contra o Santos] teve uma festa fantástica. Agora precisamos entender a responsabilidade da PM”, explicou.

Ainda no tema “torcidas”, Galiotte disse ser contra torcida única nos estádios em clássicos. Na mesma linha de raciocínio, no entanto, ele diz não ter poder para ir contra uma orientação dada pela Polícia Militar.

“Também sou um torcedor tradicional. Prefiro o estádio com faixas e bandeiras que não temos mais. Esportivamente, sou contra torcida única, porque ter duas torcidas é essência do futebol. Mas, mais uma vez, quando tivermos todos os presidentes na Secretaria de Segurança Pública, alguns números foram apresentados e a redução de problemas é significativa”, finalizou.

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