Mattos diz que Jailson também sofreu racismo e detona uruguaios

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O goleiro Jailson, da SE Palmeiras, durante treinamento, na Academia de Futebol.


Os palmeirenses deixaram o Estádio Palestra Itália eufóricos pela vitória do Verdão no último segundo sobre o Peñarol. Mesmo assim, ainda houve motivos para reclamação e descontentamento, em virtude da postura dos uruguaios em campo e de ofensas racistas sofridas por Felipe Melo, e que o gerente executivo de futebol Alexandre Mattos revelou que também foram dirigidas ao goleiro Jailson.

“O nosso fisioterapeuta me falou que o Jailson também sofreu com ofensas racistas. Eles não vão jogar bola nunca. Por isso que o futebol sul-americano nunca vai ser parecido com o da Europa. Eles não se preocupam com a tática, eles se preocupam em xingar de negro, dar porrada. O treinador deles fala de propósito o número errado na substituição para depois mudar e atrasar mais um minuto. Eu nunca vi isso na minha vida. Por isso que toma gol aos 54 do segundo tempo”, disse o diretor.

“O racismo é a pessoa que recebe. A gente vai conversar. Se quiser tomar providência, a gente toma. Infelizmente é um problema mundial, a gente vê na Europa, nos Estados Unidos, em todo lugar. Mas eu repito, eles são treinados para isso. Não são treinados para jogar bola, são treinados para xingar, para cair no chão, para fazer isso aí. A gente tem que superar isso, não é time de futebol que a gente tem que superar. Alguns, né? Não podemos generalizar, porque ano passado o Atlético Nacional deu aula de futebol, ganhou no campo. Alguns, que é o caso desse time aqui, vêm para isso, para xingar de negro. Aí tomou gol aos 54 e vai chorar em casa”, completou.

Apesar da possibilidade levantada por Alexandre Mattos de seguir com o caso adiante, Felipe Melo já deixou claro que perdoou seu agressor e não irá formalizar queixa. O goleiro Jailson, no entanto, não se manifestou. Após o clima quente em campo, o diretor executivo falou ainda se o Palmeiras se preocupa com o tratamento que irá receber no jogo de volta, no Uruguai.

“Com certeza o Palmeiras vai se preparar mentalmente e tomar todas as providências para a nossa segurança no jogo no Uruguai. Aliás, eles foram muito bem tratados aqui. Chegaram no Palestra Itália, não poderiam treinar, mas pedimos pelo amor de Deus para a administradora deixar. Treinaram, não teve nenhum problema de segurança. Inclusive, sempre colocamos 50 seguranças para o adversário aqui. Esperamos ser bem recebidos lá e que eles queiram jogar bola. Se ganhar na bola, parabéns, a gente sabe perder”, concluiu.

Palmeiras e Peñarol voltam a se enfrentar dia 26, no Estádio Campeón Del Siglo, no Uruguai, às 21h45 (de Brasília), pela quarta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Antes, pela semifinal do Campeonato Paulista, o Verdão tem duelo marcado contra a Ponte Preta no Moisés Lucarelli, neste domingo, às 16.

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