Palmeiras chega ao quinto treinador da era Alexandre Mattos; veja os números

Marcelo Oliveira e Cuca, de volta ao time, foram campeões pelo Verdão, mas é do recém-demitido Eduardo Baptista o melhor desempenho desde 2015, quando o diretor executivo chegou ao clube

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A saída de Eduardo Baptista do comando técnico do Palmeiras abriu espaço para o retorno de Cuca, que terá contrato até o fim de 2018. Pela quinta vez desde 2015, ano em que Alexandre Mattos e Cícero Souza assumiram o departamento de futebol profissional do Verdão, o clube altera o planejamento e troca de treinador. Dessa vez, a opção é pelo retorno do campeão brasileiro no ano passado, o único deles que saiu por vontade própria, e não demitido.

Vamos, então, ao passo a passo desde que Mattos e Cícero estão no comando do futebol alviverde.
Em janeiro de 2015, Oswaldo de Oliveira chegou ao clube, substituindo o quase rebaixado Dorival Júnior, para ser o comandante da grande reformulação de elenco proposta pela direção. Mas, após um vice-campeonato paulista nos pênaltis, Oswaldo caiu depois de um início irregular no Campeonato Brasileiro.

Em junho daquele ano, Marcelo Oliveira chegou ao Verdão credenciado pelo bicampeonato nacional com o Cruzeiro. Foi campeão da Copa do Brasil, mas, 53 jogos depois, foi demitido após uma campanha fraca na Libertadores de 2016.

Cuca chegou ao Palmeiras em março do ano passado com a tarefa de recuperar o time na reta final do Paulistão e da Libertadores.
Depois de um início muito ruim, com quatro derrotas consecutivas e eliminações no Paulistão e no torneio sul-americano, embalou no Brasileiro e conduziu o time ao título nacional.
Mesmo em alta, Cuca deixou o clube em dezembro alegando questões particulares, mas nunca perdeu espaço entre torcedores e conselheiros. Tanto que foi contratado de volta menos de 24 horas depois da demissão de Eduardo Baptista.

Para 2017, o Palmeiras resolveu manter a base campeã brasileira – apenas Gabriel Jesus foi negociado – e apostar em uma comissão técnica jovem. E os números mostram que a escolha foi correta, já que Eduardo Baptista tem o melhor desempenho entre os seus antecessores (veja acima no quadro comparativo).

Invicto na arena – foram oito vitórias e dois empates no local –, Eduardo teve mais de 66% de aproveitamento dos pontos, resultando em campanhas expressivas no Paulistão (a segunda melhor no índice geral) e na Libertadores (primeiro colocado da chave). A pressão pela eliminação para a Ponte Preta na semifinal do estadual e, nas palavras do presidente Maurício Galiotte, a “falta de evolução da equipe”, fizeram com que a diretoria mudasse o planejamento.

– Na nossa avaliação, o time, apesar de ter conquistado os pontos, oscilou demais. Nós tivemos problema de desempenho dentro de campo. Esse é o entendimento da nossa diretoria, o motivo de fazer a alteração – explicou o dirigente, em entrevista coletiva na última sexta-feira.

Cuca, nesse retorno, terá a missão de confirmar a classificação para as oitavas de final da Taça Libertadores da América. Um ponto contra o Atlético Tucumán, dia 24, em casa, basta. Até mesmo uma derrota por 1 a 0 leva o Verdão à próxima fase. O time só cai na primeira fase se perder por dois ou mais gols de diferença, e o Jorge Wilstermann somar ponto contra o eliminado Peñarol.

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