Roger valoriza liderança geral do Palmeiras e minimiza classificação do Boca

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Após vitória na Libertadores, técnico diz que enfrentar times tradicionais “faz parte”

A vitória por 3 a 1 sobre o Junior Barranquilla nesta quarta-feira, na arena, garantiu o Palmeiras como o melhor time da fase de grupos da Libertadores. Ao mesmo tempo, ajudou o Boca Juniors, que goleou o Alianza Lima por 5 a 0, na Bombonera, a se classificar na segunda posição do Grupo 8.

Para Roger Machado, o Palmeiras fez a sua parte, mesmo com apenas dois titulares em campo (Borja e Dudu), o que deixou o técnico satisfeito:

– Ter a vantagem de disputar a decisão em casa é sempre importante. Se tinha a possibilidade de brigar por isso, a gente não ia abrir mão. Mesmo que uma derrota fosse tirar outra equipe (o Boca). O risco de bater com essas equipes faz parte e quem ganhar (o título) vai ter a certeza que ganhou uma Libertadores muito bem disputada e com equipes tradicionais – explicou Roger.

A liderança geral dá ao Palmeiras a vantagem de fazer o segundo jogo do mata-mata como mandante a partir das oitavas de final até uma possível decisão. A próxima fase só acontece depois da Copa do Mundo, com confrontos a serem sorteados em 4 de junho.

O técnico também falou sobre o melhor desempenho do Verdão no segundo tempo, quando saíram os gols da partida:

– Foi um primeiro tempo em que ficamos muito amarrados com a defesa do adversário. A gente não conseguia evoluir. Os times que vêm jogar aqui (arena alviverde) acabam fechando a zona central porque sabem que a gente usa bastante. No segundo tempo, quando corrigimos esse detalhe, conseguimos abrir isso. Foi um segundo tempo muito bom – analisou.

Roger Machado comentou as atuações de três atletas em particular – veja abaixo:

Sobre Borja, autor de três gols
– O Miguel (Borja) todos nós aprendemos a conhecer e sabemos que, para ser o artilheiro que a gente deseja, precisa ser municiado. Nos jogos em que a gente não cria, ele acaba passando em branco. A eficiência do Miguel foi muito alta. Em quatro, cinco chances, fez três (gols). Nem sempre vai ser assim. Mas ele, ajudando na marcação, vai ser sempre importante.

Sobre Prass, titular do gol na partida, que defendeu um pênalti
– Todo atleta que joga bem coloca um ponto de interrogação no treinador. Mas isso dá a certeza para o treinador que você pode colocar o jogador a qualquer instante. Hoje (quarta-feira) o Prass foi o capitão por tudo que ele fez no clube. Eu tenho três goleiros de excelente nível e experientes (o titular Jailson e Weverton, o outro reserva), que sabem o que podem fazer daqui para frente.

Sobre Guerra, outro jogador utilizado no time quase totalmente reserva
– O Guerra vinha num momento ascendente, mas se machucou em um momento de ascensão. Era importante ele readquirir ritmo. Foi muito bom para esse jogo o entrosamento do Guerra com o Miguel (Borja).

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