Luiz Felipe Scolari foi apresentado pela terceira vez no Palmeiras. Em 1997, quando ainda não tinha grande projeção no futebol, treinou o Alviverde pela primeira vez. E mostrou um estilo diferenciado, um estilo aguerrido, a nossa cara. E caiu nas graças do torcedor.

Ele conseguiu internacionalizar o Palmeiras. Levou a primeira – e única – Copa Libertadores de nossa história. Conquistou a Copa Mercosul de 1998. Foi finalista da edição da Libertadores de 2000. Fez o Alviverde ser temido pelas Américas.

Nesta sexta-feira chuvosa em São Paulo, apareceu na sala de imprensa na Academia de Futebol um senhor de idade, com palavras firmes e bagagem enorme. China, Inglaterra, Seleções, Mundial, Libertadores, títulos e mais títulos. Polêmicas. Tudo que cerca a vida de alguém notável, alguém que tem história para contar para todas as gerações que vem por aí.

Alguns jornalistas, como não poderia deixar de ser, não esqueceram os baixos da carreira. Falaram sobre o rebaixamento em 2002, o 7 a 1…mas quase ninguém falou da Copa do Mundo de 2002, da aventura positiva com a Seleção Portuguesa e de sete títulos ganhos em onze disputados na China.

Um profissional, meio que no desespero, perguntou como seria a relação dele com a imprensa paulista. Se teria algum tipo de retaliação ou resposta forte. Felipão mostrou maturidade e resolveu não trocar chumbo. Prometeu trabalho em campo e não entrou no jogo. Inevitavelmente se indispôs novamente com Tite, técnico da Seleção, ao dizer que ‘não foi ele que perdeu a última edição da Copa’. A resposta foi induzida por outro profissional de imprensa.

Desafios

Esses quatro meses que faltam para o fim de 2018 prometem ser intensos. Tem a disputa do Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores. Nas três competições o Palmeiras está lutando. Talvez no Brasileiro, com oito pontos de diferença para o Flamengo, a situação seja um pouco mais complicada. Mas na Copa do Brasil e Libertadores a chance de título se torna real. Muito real.

Felipão tem o desafio de montar o elenco titular e gerenciar aqueles que não vão jogar. Com estilo defensivo assumido, Scarpa pode ir para a reserva. Borja e Deyverson devem brigar pela posição no ataque. Bruno Henrique é o preferido dele e deve ser mantido. O restante veremos no domingo em Minas contra o América-MG.

Que seja o início de uma caminhada vencedora. Que seja o começo de uma velha/nova história recheada de glórias, títulos e respeito.

Bem vindo, Luiz Felipe Scolari.

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