O Palmeiras não ficou quieto e emitiu nota rebatendo a informação mentirosa da jornalista Eleonora Gosman publicada no jornal “Clarín“.

Gosman apontou o Palmeiras como clube que apoia o fascismo por conta de sua ligação histórica com a Itália e o apoio irrestrito ao candidato à presidência do Brasil Jair Bolsonaro, do PSL (Partido Social Liberal). Leia a notícia original aqui.

Na notícia divulgada, a jornalista insere vídeo onde torcedores do Palmeiras tomam atitudes homofóbicas contra cruzeirenses na estação de metrô. Xingamentos são proferidos de um lado para o outro.

O clube divulgou nota oficial. Leia na íntegra:

O Palmeiras em nenhum momento declarou seu apoio a algum candidato a presidente do Brasil. Como o próprio texto ressalta, o clube, depois das declarações de Felipe Melo, emitiu uma nota ratificando sua posição de neutralidade nas eleições, recordando que se tratava de uma posição pessoal do jogador.

Sobre o vídeo com canções homofóbicas no metrô, o Palmeiras não é responsável por atos isolados de torcedores que não representam a instituição e seus valores. São 16 milhões de palmeirenses dispersos por todo o país e generalizar que a torcida do Palmeiras apoia determinado candidato é, no mínimo, imprecisão jornalística e incoerência, já que, no mesmo texto, é citado a existência de um grupo chamado Palmeiras Antifascista.

Tão graves ou mais são as afirmações de que o Palmeiras é uma “instituição com dura história vinculada ao fascismo italiano”, que era “uma semente fascista dentro do Brasil” e que “não pode se desconectar da fama de racista que havia sabido conquistar”. Não sabemos quais historiadores foram consultados, mas certamente não conhecem a história do clube e do futebol brasileiro.

Na nossa ata de fundação, em 1914, constam os nomes de 46 pessoas, entre elas, brasileiros sem nenhuma ascendência italiana (portanto, nunca houve distinção étnica no clube). Fomos fundados por operários, trabalhadores e profissionais autônomos. Enfrentamos o establishment do futebol paulistano, na época dominado pela aristocracia, e fomos um dos grandes responsáveis pela popularização do esporte na cidade. A quantidade de torcedores enchendo as partidas da equipe, inclusive, foram motivo de matérias de jornais, impressionados com a capacidade do clube de mobilizar as massas. E não havia restição de etnia, de gênero ou de classe social nas massas.

O Palestra Itália foi sim duramente perseguido durante a Segunda Guerra pelo posicionamento do governo brasileiro. Foi vítima de preconceito unicamente por ter “Itália” em seu nome. O clube nunca declarou apoio ao Eixo. Inclusive, um dos jogadores ícones da equipe em 1942, quando o clube foi obrigado a mudar de nome, era o negro Og Moreira…

Feitas as devidas aclarações, lamentamos profundamente que os leitores de um jornal da importância do “Clarín” tenham se deparado com um texto cheio de desconhecimento histórico e com tanta generalização incorreta“.

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