O próximo dia 24 será importante para a história do Palmeiras. As eleições presidenciais vão confirmar a próxima diretoria que comandará o clube pelos próximos três anos. Recentemente a alteração estatutária foi aprovada com consentimento dos associados, tornando o tempo de mandato maior. Seria este um outro risco no futebol ou uma boa notícia? O novo presidente terá 36 meses para conferir a gestão e apresentar resultados.

Dois candidatos foram aprovados pelo filtro do Conselho Deliberativo. Maurício Galiotte, atual presidente, busca a reeleição. Genaro Marino tentará pela primeira vez ocupar a principal cadeira do executivo palestrino.

O perfil de Galiotte
Maurício assumiu o Palmeiras no início de 2017. Com apoio da Crefisa e rompimento com Paulo Nobre, ex-presidente, não colheu bons resultados dentro de campo. Mas, fora dele, trabalhou bem e é frequentemente elogiado pelos associados. O clube foi amplamente reformado. Além disso os resultados nas categorias de base também foram pontos de consideração por parte dos palmeirenses.

Em 2018, o atual presidente tem a chance de levantar o primeiro título de sua gestão: o Campeonato Brasileiro. O Palmeiras foi vice-campeão Paulista e chegou às semifinais da Copa Libertadores depois de quase 18 anos. Cedeu aos amigos e pessoas próximas ao aparecer mais na imprensa e bater mais de frente com confederações e autoridades. Melhorou seu conceito com o torcedor “fora clube” e tenta mais uma vez seguir como presidente.

O perfil de Genaro
Genaro é o atual primeiro vice-presidente. Rompeu com Galiotte e não seguiu ajudando na gestão. José Carlos Tomaselli, também vice, seguiu os passos de Genaro. E foi assim que nasceu a atual oposição à atual gestão. Ambos não concordaram com a atitude do atual presidente em manter relações com a Crefisa e romper com Nobre. Não concordaram com as atitudes de Leila Pereira, dona da Crefisa, em opinar e dar entrevistas em cima de assuntos pertinentes ao presidente.

O grande trunfo de Genaro é o apoio de Paulo Nobre. O ex-presidente tem enorme respeito da torcida e também dos associados. Em sequência de vídeos, Nobre relata apoio incondicional à chapa 200 (chapa de Genaro) e fala sobre cada um dos membros da equipe, elogiando todos os nomes e dando detalhes de sua relação pessoal com cada um.

Como está o embate?
Maurício Galiotte leva vantagem por causa das melhorias no clube social. Como será o sócio que decidirá nas urnas, o futebol não necessariamente vem em primeiro plano. Não existe um cálculo preciso, mas uma boa porcentagem dos associados não gostam de futebol ou torcem para outros clubes, categorizando assim a importância das instalações antes mesmo dos resultados dentro das quatro linhas.

O atual presidente também tem uma boa imagem perante associados que acompanham futebol e são palmeirenses genuínos. A presença de Galiotte nos eventos sociais e a abertura de sua sala para conversas e satisfações são fatores importantes para largar na frente. Não é difícil ver o presidente transitando pelo clube e conversando com as pessoas.

Genaro tem o apoio de quem não gosta das atitudes de Leila Pereira, dona da Crefisa. Para muitos que o apoiam, Leila se posiciona como “dona” do Palmeiras e dá opiniões que não são necessárias. O argumento é de que a empresária por vezes toma partido do que Galiotte deveria tomar.

Outro ponto importante é a possível candidatura de Leila nas eleições de 2022. Os apoiadores de Genaro entendem que o apoio de Leila à Galiotte tem como objetivo de receber vantagens no pleito em que ela poderá ser candidata e disputar a presidência. A empresária já negou por vezes querer assumir o posto máximo do clube.

O Palmeiras Online entrevistará ambos os candidatos nas próximas semanas.

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