O Palestra Itália

Já Campeão, o Palestra ainda treinava e jogava com o saco de material nas costas. Precisava de um campo, de uma casa sua para os sócios e os jogadores. Depois de muito pensar, alguém lembrou do terreno pertencente à Cia. Antarctica Paulista, que estava alugado ao América F.C, então presidido pelo antigo zagueiro Belfort, um exemplo de esportista e cavalheiro. Consultada a Antarctica, esta concordou em vender a área por 500 contos de réis, desde que o América acedesse de romper o contrato do aluguel. Vasco Stella Farinello, diretor palestrino, foi o encarregado de procurar o presidente Belfort, que residia em Itatiaia, quase na divisa do Rio de Janeiro. Depois de dez horas de trem e quase tantas outras de cavalo alugado, chega à casa de Belfort e exausto volta a São Paulo com a concordância do esportista. O Palestra compra o Parque Antarctica por 250 contos de réis à vista e duas promissórias de 125 à serem pagas em duas prestações anuais.

Ao final do primeiro ano não havia dinheiro em caixa para saldar a dívida e o jeito foi vender uma parte do parque para as Indústrias Reunidas Matarazzo e pagar a conta inteira de uma só vez. Com tal resolução, o parque atual acabou custando aos cofres do clube 150 contos de réis.

O segundo título paulista, o Palestra levantaria em 1926, repetindo o feito em 1927, para ser tri-campeão em 1932/1933/1934. Em 36, é novamente campeão, em 1940 também, até chegar o ano em que mudaria os rumos e o nome do clube, em 1942.