Roger evita caça às bruxas e busca ajustes coletivos: saiba quais

Técnico indica que falhas individuais dos últimos jogos não causarão alterações na equipe titular, mas aponta algumas correções a serem feitas na defesa, no meio e no ataque .

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O técnico Roger Machado, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do SC Corinthians P, durante partida válida pela final (volta), do Campeonato Paulista, Série A1, na Arena Allianz Parque.


Notícia original do jornal Lance!

O silêncio fora do comum na concentração para o jogo contra o Boca Juniors (ARG) indicava que a derrota para o Corinthians na decisão estadual havia deixado feridas no elenco do Palmeiras. Abalar a confiança de seus jogadores é tudo o que Roger Machado não quer neste momento. Depois do amargo empate com os argentinos, o técnico está evitando fazer uma caça às bruxas, embora admita que há ajustes a serem feitos na defesa, no meio e no ataque.

Defesa – Marcos Rocha e sobretudo Antônio Carlos ficaram marcados pelas falhas que causaram os gols de Corinthians e Boca, mas Roger salientou em sua coletiva de sexta-feira que o problema começou com vacilos de marcação lá na frente.

– A gente tem que ver de forma coletiva. Esses dois eventos (gols de Corinthians e Boca) exclusivamente têm uma ligação muito forte com aspectos táticos da primeira linha, que a gente precisa observar e corrigir. Algumas perseguições de encaixe saindo um pouco do setor e não retornando imediatamente, o que causou o desequilíbrio que levou ao gol – analisou.

Meio de campo – Outro que está recebendo críticas é Lucas Lima, principal responsável pela criação. O técnico defendeu o camisa 20 após a partida do meio de semana, mas acredita que a movimentação dele tem feito os volantes se desgastarem mais do que o necessário.

– Uma das questões que a gente precisa corrigir e evoluir no nosso jogo coletivo é que o Lucas vem buscar a bola perto dos volantes e falta um jogador à frente da linha da bola. Esse jogador tem de ser um volante. O desgaste dos meus volantes é em função desse mecanismo que se formou em função do Lucas gostar de pegar a bola de frente e organizar desde o campo de defesa. O Lucas foi o maior assistente no Paulista, contribuiu muito. Sempre há ajustes para se fazer. Pena que a instabilidade aconteceu nesses momentos agora, mas logo a gente volta ao nosso aproveitamento normal – disse o comandante.

– O Lucas gosta de pegar a bola de frente para enxergar o jogo com mais amplitude. Ele gosta de se juntar aos lados do campo para fazer jogo de parceria com os laterais e com o atacante. A equipe precisa criar um mecanismo para ter mais jogadores à frente da linha da bola. Eu preciso ter um equilíbrio de cinco jogadores atrás da bola e cinco na frente. Nesse momento, os volantes estão passando um pouco mais, o que tem gerado desgaste. Por outro lado, quando o Lucas recebe mais atrás, ele me dá um passe ultra-qualificado – emendou.

Ataque – Por fim, vêm as críticas a Miguel Borja. Autor de nove gols e artilheiro da equipe na temporada, o colombiano não foi bem nas duas partidas mais recentes. Segundo Roger, o motivo foi a movimentação fora do padrão:

– O Miguel, pela ansiedade de participar do jogo, sai um pouco do seu setor. Fora da sua posição, ele não consegue nos oferecer o que tem de melhor. Nesses dois jogos ele teve poucas oportunidades de fazer o que mais sabe, por isso apareceu pouco. São mais ajustes que a gente tem que fazer.

O Palmeiras volta a campo na segunda-feira, contra o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, iniciando sua caminhada no Brasileirão. Depois disso, a equipe voltará a jogar apenas no domingo. Tempo raro para Roger fazer todos esses ajustes.

– O que vejo nesse momento é a equipe oscilando em pequenos detalhes, mas com viés de crescimento alto. Fazia 29 ou 30 dias que não havia folga. Se a gente contabilizar o tempo que tivemos todo mundo em campo nesses 30 dias para trabalhar essas variáveis não passam de cinco treinos.

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