Meia disse para pessoas próximas que a rejeição da proposta feita pelo Palmeiras foi por conta do inferno político que vive o clube.

Por Thiago Gomes

O Palmeiras vive sérios problemas políticos, basicamente desde 2000. Com a ditadura imposta por Mustafá Contursi, todos “aprenderam” a obedecer e tentar entender o modelo político imposto. Mas, com o passar do tempo, as coisas foram mudando e, hoje, grande parte dos associados e torcedores estão insatisfeitos com o modo que as últimas diretorias vem atuando. Os dirigentes são sempre os mesmos, causando uma certa desilusão nos corações palestrinos. Faltam ideias novas, faltam novas propostas e acima de tudo, faltam atitudes decentes. De pessoas que amam o clube.

Enquanto os problemas políticos estavam aprisionados dentro das paredes do clube, tudo bem. Mas os problemas resolveram sair para a rua e invadir a imprensa, torcedores não sócios e principalmente pessoas com má intenção. A consequência do “vazamento” é o afastamento de grandes reforços.

Alex, grande ídolo do Palmeiras e um dos principais responsáveis pela conquista da Copa Libertadores de 1999, sempre sonhou em retornar ao Verdão. Sempre falou na mídia turca o desejo e a torcida pelo Palmeiras. Alex, então, deixou o Fenerbahce e ficou disponível no mercado.

A diretoria do Palmeiras atuou e tentou a contratação do meia. Foi oferecido um contrato de dois anos e um salário bem acima da média pago pelo clube, até então. Nem Valdívia recebe o que Alex receberia. Mas o número 10 preferiu fechar com o Coritiba.

Segundo o próprio meia, após conversas com pessoas próximas, o que pesou não foi propriamente o fator financeiro. Mas sim a tranquilidade de fazer um trabalho sério, mesmo após o término de sua carreira como jogador. Alex recebeu proposta de atuar como dirigente, após pendurar as chuteiras.

Alex também confirmou que não veio para o Palmeiras por conta da turbulência política – que nunca passa – vivida pelo clube nos últimos anos. Em inúmeros casos, o meia citou principalmente Muricy Ramalho. Ramalho chegou com status de campeão ao Palmeiras, recebeu uma proposta e um belo e longo contrato, e jogos depois foi demitido. O time, que estava na liderança, nem vaga para a Libertadores conseguiu.

As consecutivas brigas entre técnico, jogadores e diretores. Vazamento de informações confidenciais. Falta de tranquilidade no Centro de Treinamento. Um diretor querendo aparecer mais do que outro. Todos esses motivos, somados, afastaram mais um grande reforço de vestir a camisa do clube.

Com isso, quem perde é o próprio Palmeiras. No mercado do futebol, credibilidade também é tudo.

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