Thiago Gomes
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Foi um golpe duro. O gol de Benedetto ontem no Allianz Parque colocou água fria na nossa cabeça. Poxa, faltavam 25 minutos e precisávamos de dois gols. Mas a Libertadores é assim: condena os erros e não permite falhas. O cansaço de Felipe Melo, bem evidente, não permitiu que acompanhasse o craque argentino. E, no chute forte e rasteiro, caímos.

O comportamento do torcedor ontem foi maravilhoso. O apito final não foi condenável e cheio de lágrimas. Foi o sentimento de que o Palmeiras é ainda mais forte em nossos corações. E diferentemente de outras eliminações, essa não baqueou tanto: estamos próximos do Decampeonato Brasileiro.

Deixo a humildade de lado por um momento. Temos jogos contra Vitória, Paraná e América-MG. Vencendo esses três confrontos praticamente garantimos o título nacional. E temos o Santos no sábado, claro. Clássico, dificuldade, cansaço, adversário em ascensão…se vencermos nos aproximamos ainda mais.

Durante muitos anos o Palmeiras não era protagonista. Ou brigava para não cair ou sofria consideravelmente no meio da tabela. Ainda neste mês podemos conquistar o nosso terceiro título nacional em três anos. Pode-se considerar um enorme avanço em nossa história. E se continuarmos nessa caminhada, garantimos novamente o título de Campeão Maior no final deste Século.

Ah, mas e a Libertadores?
Sonho maior. Glória eterna. É verdade! Durmo, sonho e penso quase que diariamente em ter essa taça novamente na nossa ampla sala de troféus. Ao longo do tempo percebi algumas coisas sobre essa conquista:

1) Não adianta só ter time forte. Tem que ter elenco forte, prioritário, descansado e sem cometer erros;
2) Não pode ter rodízio. O entrosamento faz a diferença;
3) Tem que disputar todo ano. Disputando anualmente as chances crescem (bem óbvio, eu sei);

  Palmeiras tem jogos definidos na Flórida Cup 2020. Veja tabela!

Estamos na Libertadores de 2019. É impossível ficarmos fora do G4 mesmo que tudo dê errado, mesmo que a tragédia nos abata mais uma vez. E teremos mais uma chance para a conquista da América no ano que vem. Isso chama-se protagonismo!

Foco, força e Deca. Tá chegando a hora, mais amigos. Hora de fechar o ano comemorando mais um Nacional. E que se lasque a modéstia…