Por Thiago Gomes
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A derrota de ontem para o Corinthians no Allianz Parque trouxe a primeira “crise” do ano. Levantou diversas dúvidas no torcedor sobre a qualidade do elenco. Será que o clube de fato contratou certo? Será que o rótulo de melhor elenco do Brasil não passa de exagero por parte da imprensa e de nós mesmos, torcedores alviverdes?

Perder para eles machuca. Nunca é aceitável. Vê-los comemorando vitória na nossa frente e em nossa arena arranca parte do nosso corpo. Precisamos, antes de mais nada, fazer análise um pouco mais macro da situação.

Tivemos uma boa pré temporada. Os jogadores se reapresentaram no dia 03 de janeiro e toda parte física foi analisada e feita. Diante dos profissionais competentes, toda análise foi concluída com sucesso e demos o primeiro passo.

Para não ter problemas com lesões durante o ano, a comissão técnica priorizou a questão do rodízio. Ou seja, ninguém é reserva. Todos fazem parte do elenco titular e jogarão em dado momento. Essa atitude também foi uma forma de Felipão controlar a ansiedade e gerenciar crises entre os atletas.

Os atacantes Carlos Eduardo e Felipe Pires chegaram para “substituir Keno”. Tem características bem diferentes, mas são velocistas e podem, com o tempo, de fato substituí-lo. Keno também não foi um grande craque. Tanto que na maioria dos jogos era reserva e entrava no segundo tempo como arma secreta. Em diversas oportunidades passou em branco, perdeu pênalti e outros fracassos.

Existe o tempo de adaptação. Carlos Eduardo não pode ser crucificado apenas por um ou dois jogos ruins. Precisamos esperar e ter um pouco mais de paciência.

Felipão disse antecipadamente que precisava de seis ou sete jogos para colocar o time nos eixos. A derrota para o rival marcou a quinta rodada, restando ainda um ou dois jogos para tudo se acertar. O treinador viu no clássico que o time não produziu pelo meio e abusou nas tentativas laterais. Se nossos homens de canto não estão bem tudo vai por água abaixo.

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Em termos de classificação a derrota não significou nada. Seguimos líderes absolutos do Grupo B. A preparação está evoluindo para iniciarmos bem a disputa da Copa Libertadores em março. No Estadual o que vale é a classificação entre os melhores. O próprio Corinthians tem duas derrotas em cinco jogos (Red Bull e Guarani) e não mostra grande evolução assim com a chegada do seu técnico “novo”. Nós perdemos um clássico, mas conseguimos superar equipes menores (como o próprio Red Bull).

Existe uma onda de críticas dos torcedores sobre o revés de ontem. E com razão. O palmeirense tem total razão de se sentir triste e chateado. Como elenquei acima, perder para eles nunca será fácil e aceitável. Sempre ceifará algumas horas do nosso sono, sempre cortará um pouco de nossa fome e sempre vai implantar um grande sinal de interrogação. “E agora?”.

Tudo que era possível a diretoria fez. Renovou com nossos goleiros Jaílson e Prass, comprou Mayke em definitivo, manteve Marcos Rocha. Segurou Dudu depois de batalha incansável com os chineses e conseguiu repetir o modelo com Bruno Henrique que, de fato, estava com malas prontas para o país asiático. Atendendo o pedido do torcedor, Ricardo Goulart também foi confirmado e estreará em breve, enchendo nossos corações palestrinos de esperança.

O importante é essa frustração passar e retomarmos o nosso “consciente”. Temos muito para lutar na temporada que está apenas no seu começo. Cinco jogos é muito, mas muito pouco para levantarmos qualquer análise confiável sobre o porte do elenco montado. O andar da temporada vai nos mostrar se tudo que foi feito foi certo ou errado. Lá no fundo sabemos que o elenco é bom, a situação financeira é ótima e o planejamento está andando. Os resultados vão aparecer. Quem faz o certo e se profissionaliza só colhe boas possibilidades. Vamos esperar!

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