O técnico Felipão e o diretor de futebol Alexandre Mattos (E), da SE Palmeiras, durante treinamento, na Academia de Futebol.

O Palmeiras reassumiu o protagonismo marcado em sua história após a chegada de Alexandre Mattos em 2015. O executivo, contratado na gestão do ex-presidente Paulo Nobre, foi ao mercado e trouxe mais de 80 jogadores. Apenas sete seguiram.

Ao ser entrevistado por jornal mineiro, Mattos revelou que o clube tem seus problemas apesar da fama de rico e poderoso.

“Sobre o orçamento alto, o Palmeiras tem grandes problemas, assim como os outros clubes. Não temos um poço de petróleo que fazemos o que quiser, muito pelo contrário. O que o Palmeiras faz na verdade é vender a sua estrutura, as suas ambições e seus projetos”, disse.

“As pessoas têm que confiar nisso e entender que o que queremos é sempre ter o protagonismo. Vencer, vence um, mas você ser protagonista é bastante importante, assim como fazíamos na época do Cruzeiro”.

O executivo revelou que o que trás sucesso nos negócios é a antecipação. Ir atrás do atleta antes dos demais clubes.

“No Cruzeiro, mesmo sem recursos financeiros valiosos, conseguimos muita coisa também. Buscava sempre antes os jogadores. Me lembro quando o Marlone (então no Vasco) apareceu bem no mercado, fomos lá e contratamos; assim como o Lucca, no Criciúma. Estávamos sempre antecipando ao mercado. No Palmeiras é a mesma coisa.”

Mattos renovou contrato com o Palmeiras até o final da gestão de Maurício Galiotte, atual presidente.