O momento de Miguel Borja no Palmeiras está cada vez mais delicado. O colombiano não foi relacionado para a estreia do Campeonato Brasileiro por opção técnica de Luiz Felipe Scolari. Descontente, o treinador quer mais empenho do jogador nos treinos para evitar perder muitos gols. Além disso, as críticas da torcida palmeirense tem pesado bastante em cima do centroavante.

Oscar Ignacio Martan, assessor de Borja, conversou com a reportagem do site Torcedores e fez questão de criticar Felipão. Martan também citou a disputa de pênaltis contra o São Paulo pelo Campeonato Paulista, indicando que alguns jogadores “se esconderam” da pressão.

“Criticam muito o Miguel. Vem tendo um ano ruim, concordo, mas isso é normal pra qualquer jogador. Porém é tudo em cima dele. Todos os fracassos do Palmeiras é colocado em seus ombros. Mas não vejo ninguém falando que outros jogadores importantes se escondem em momentos decisivos. Por que não bateram o pênalti na semifinal do Paulistão, por exemplo? No primeiro ano dele, teve quatro técnicos diferentes. Isso afeta qualquer jogador. Com o Roger marcou 15 gols em quatro meses, foi artilheiro do Palmeiras na Libertadores… Quando Felipão chegou, vale lembrar que ele fez os dois gols contra o Cerro Porteño, fora de casa. Em São Paulo, o Palmeiras jogou extremamente mal e perdeu de 1 a 0. Ou seja, se classificou graças a ele. Mas tem coisas inexplicáveis. Como o artilheiro do time no ano é substituído contra o Boca Juniors? Foi ele sair e o time levar dois gols rapidamente”, afirmou.

Apesar das palavras direcionadas ao treinador, o profissional garantiu que Borja quer seguir no Palmeiras e retomar a titularidade.

“Mas ele quer ficar, dar a volta por cima e conquistar títulos. Palmeiras tem obrigação de ser campeão da Libertadores e dos torneios locais pelo tamanho do investimento que fez. E é preciso que esse time se porte diferente em momentos decisivos, porque em jogos que valem alguma coisa o resultado não tem sido bom”, adicionou.

O colombiano foi a contratação mais cara da história do Palmeiras. Custou R$ 35 milhões.