O Palmeiras pode passar por profunda transformação no futuro. E num futuro não tão longe assim. O clube estuda a possibilidade de se tornar empresa, se tornar uma S/A, mas coloca algumas condições para essa alteração acontecer. A discussão é bastante complexa.

Palmeiras pode virar empresa

A palavra Palmeiras S/A causa calafrios no torcedor, que já viu algo parecido acontecer na gestão de Mustafá Contursi, ex-presidente. A proposta agora, entretanto, é bastante diferente. Maurício Galiotte, atual presidente, contratou a consultoria EY, em 2018, para dar suporte ao diretor jurídico, André Sica, sobre o assunto. O clube entende que pode ser um bom caminho, desde que não caia na malha de cobranças tributárias atuais. Como organização sem fins lucrativos, o Alviverde hoje não tem obrigação de pagar tributos.

LEIA MAIS:
Palmeiras tem chance de ser campeão? Dudu respondeu. Confira!
Veja a provável escalação do Palmeiras para enfrentar o Athletico
Palmeiras: Galiotte indica atitude que pode tomar sobre Mattos. Confira!
Participe do nosso grupo no Telegram

O Globo Esporte questionou o clube sobre a questão. A resposta veio em forma de nota.

“Neste momento o plano do Palmeiras é de profissionalização total, levando o clube para o modelo mais próximo do empresarial possível, com gestão e governança. Vale ressaltar que, hoje, contabilmente, o social e o futebol já são separados, com seus centros de custos específicos. Migrar para um tipo societário empresarial definitivamente dependerá de um eventual benefício fiscal que se venha a ter com as novas leis,” enviou o Palmeiras.

Crefisa quer se tornar sócia?

Ainda segundo a notícia divulgada pelo portal, Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM, não foi consultada para se tornar dona de parte do Palmeiras caso a mudança ocorra.

Questionada pela reportagem, a empresária falou sobre a profissionalização do futebol.

“Todos devemos estar muito atentos com a evolução do mundo. O futebol virou um negócio de muito dinheiro e muitas decisões importantes, por isso deve ser tratado com enorme responsabilidade e acredito que deve ser profissionalizado. O amor é fundamental no futebol, porém as decisões devem ser de pessoas que saibam que não podem contratar sem ter o recurso e não podem simplesmente endividar as equipes e sair do clube como se nada tivesse acontecido,” respondeu em nota.

Não existe nenhum prazo para que a transformação aconteça.