Lucas Lima reencontra o Santos e pode celebrar 1º clássico na arena

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Neste domingo, Lucas Lima terá a primeira oportunidade de deixar o Palestra Itália com um sorriso no rosto após disputar um clássico. Contra o Santos, o meia jogará seu sexto clássico na casa palmeirense, mas o primeiro vestindo verde.

Nos cinco confrontos em que encarou o Maior Campeão do Brasil na arena, Lucas Lima acumulou três derrotas – incluindo a decisão da Copa do Brasil de 2015 – e dois empates. Na única vitória praiana no Palestra, o meia não jogou.

Agora, porém, tudo é diferente para o ex-rival alviverde. No Palmeiras, Lucas Lima tem desempenhado uma função que nunca havia feito na carreira. O camisa 20 atua entre a marcação de Felipe Melo e a referência de Borja no 4-1-4-1 de Roger Machado, e tem como função ajudar na fase defensiva e saída de bola desde os zagueiros.

“Ele está muito à vontade no clube e tem sido peça importante. O Lucas sempre jogou num 4-2-3-1, por trás do centroavante, para articular o jogo. Hoje ele também tem responsabilidade na segunda linha defensiva, para ajudar o Felipe Melo. A movimentação do Lucas tem ajudado muito a progredir o time dentro de campo. Tenho dito que não há necessidade sempre de ficar centralizado recebendo de costas. Se acontecer marcação individual, ele vai liberar para outro jogador. Ele está muito bem adaptado nessa função”, afirmou o treinador.

Apesar das novas responsabilidades defensivas, Lucas Lima já acumula bons números neste início de ano. Titular nas quatro partidas, o meia marcou um gol e deu duas assistências, se mostrando participativo em todos os duelos, o que era um dos principais motivos de reclamação dos torcedores santistas na última temporada.

Já a reclamação dos palmeirenses ficou definitivamente para trás. Para quem esperava uma recepção fria em sua estreia pelo Verdão – contra o Santo André – no Palestra Itália, se surpreendeu com os aplausos desde a primeira vez em que seu nome foi anunciado para que a massa verde o testemunhasse entre os titulares.

Neste domingo, em seu primeiro jogo contra o Santos após quatro anos vestindo a camisa alvinegra, a tendência é que o carinho dos mandantes seja ainda maior. Aconteceu em 2015, quando Arouca chegou ao Palmeiras vindo do rival e foi ainda mais exaltado em todas as partidas que fez contra seu ex-clube. O volante não está mais na Academia de Futebol, mas Lucas Lima ainda tem a quem pedir dicas sobre como enfrentar uma equipe marcada em sua carreira.

“Me recordo bem, como se fosse hoje. Saído do Grêmio, depois de um período no Japão, voltei ao Fluminense e fui enfrentar o Grêmio em Porto Alegre. Entrei ansioso. Muito embora soubesse o que tinha que fazer em campo, reencontro é reencontro. Quando a bola rolou, você entra naturalmente no jogo. Posteriormente, volta a pensar naquele reencontro. É diferente, ainda mais quando construiu história em outra casa e está iniciando outra caminhada em uma nova”, contou o técnico Roger Machado.

Se um palestrino ouvisse há um ano que Lucas Lima seria ovacionado pela torcida do Palmeiras, certamente duvidaria. Mas é justamente assim, quebrando incertezas sobre dedicação, futebol e profissionalismo que o meia caminha para ganhar o coração dos palmeirenses.

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