O que os empates pré-Dérbi podem mostrar para o Palmeiras

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Jogo contra a Ponte Preta pode deixar Victor Luis em vantagem na briga com Michel Bastos pela vaga na lateral. Erros cometidos contra o Linense ainda serão trabalhados nos treinos

Roger Machado costuma dizer que os momentos de dificuldade fornecem elementos a serem corrigidos nos treinos. Com dois empates nas últimas duas rodadas, o Palmeiras vive sua fase menos brilhante da temporada às vésperas do clássico com o Corinthians, que será no próximo sábado, em Itaquera. Não há motivo para pânico, longe disso, mas os jogos contra Linense e Ponte Preta podem deixar alguns recados.

O 0 a 0 com a Ponte Preta não serve tanto como parâmetro, já que o gramado encharcado prejudicou muito o desenvolvimento da partida, mas foi um episódio marcante da briga por posição na lateral esquerda. Michel Bastos, titular pelo terceiro jogo seguido, teve dificuldades na marcação e no apoio. Victor Luis, que o substituiu no intervalo, foi melhor nos dois quesitos.

É preciso fazer uma observação relevante: Michel Bastos jogou no lado mais encharcado do campo, enquanto Victor Luis transitou pelas partes em que a bola rolava mais. De qualquer forma, Victor acumula atuações mais regulares que as do concorrente, incluindo o clássico contra o Santos.

É possível que Diogo Barbosa, recuperado de lesão no tornozelo, seja relacionado para o jogo na Arena Corinthians, mas sua falta de ritmo fatalmente vai restringir a disputa pela titularidade a Michel e Victor. Essa é, talvez, a única posição em que há dúvida na escalação. É difícil cogitar que os outros dez titulares não sejam Jailson, Marcos Rocha, Antônio Carlos, Thiago Martins, Felipe Melo, Tchê Tchê, Lucas Lima, Willian, Dudu e Borja.

O empate por 2 a 2 com o Linense, três dias antes da partida em Campinas, evidenciou mais elementos que precisam de correção. E que ainda não foram abordados por Roger Machado em treinos no gramado, já que os titulares ficaram na parte interna da Academia de Futebol na sexta e no sábado.

O técnico identificou deficiências na marcação. Quando a equipe perdia a bola no ataque e precisava recompor, repetidas vezes se defendia apenas com seis jogadores, gerando situações de mano a mano.

– Com seis, você só consegue fazer uma marcação reativa. Você não consegue fazer uma marcação proativa, encurtar o adversário, empurrá-lo para o lado e roubar a bola. Sem dúvida, esse foi um ponto bastante evidente – explicou Roger.

Outro problema verificado contra o Linense foi a cobertura pelos lados do campo. Felipe Melo precisou sair muito de sua posição para cobrir os laterais, algo que o desgastou e prejudicou seu rendimento. Os homens de frente precisam colaborar.

Por último, um problema mostrado pela equipe como um todo: relaxar e reduzir a intensidade quando está à frente do placar. Aconteceu duas vezes contra o Linense e pode ser fatal diante de um adversário de mais qualidade.

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