É decisão, é final, e é mimimi da imprensa também

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Palmeiras e Corinthians começam a decidir o Campeonato Paulista neste sábado em Itaquera. Tanto a classificação do Verdão quanto do rival foram suadas e com certo teor de dificuldade. Do Palmeiras até mais complicada, já que conquistou a vantagem no primeiro duelo contra o Santos e tinha a obrigação de passar sem maiores sustos. Foi para os pênaltis, perdeu no tempo normal. Classificou.

Dezenove anos depois ambos voltam a decidir um título. Um título estadual e que para o Palmeiras tem muito mais importância, afinal não levantamos a mesma taça desde 2008. O Corinthians é o atual Campeão.

Obviamente que a imprensa iria usar alguns artifícios para rebaixar a vitória palmeirense e minimizar a derrocada rival. Não estou dizendo em hipótese alguma que o Palmeiras já é campeão, mas as justificativas já estão prontas e postadas na mesa.

Se por ventura o Verdão faturar seu vigésimo terceiro título no dia 08, falarão com toda pompa que o clube de maior orçamento venceu. O time que tem a melhor organização financeira do país levantou um título estadual. Nada demais. E o rival, claro, perdeu para o clube mais bem estruturado da atualidade no cenário nacional.

Se por um acidente do destino perdermos a taça, o Corinthians será exaltado ao máximo por ter passado por cima do Palmeiras. Os argumentos serão os mesmos do que acima, porém revertidos de forma vergonhosa para maximizar a conquista.

O que parece é que o Palmeiras “paga o preço” por ter se organizado internamente. Paga o preço por ter sido extremamente correto na construção de sua arena sem usar um real de dinheiro público. Paga o preço por não querer estampar em sua camisa a marca de banco estatal. Paga o preço por ter feito o maior programa de sócio torcedor do país e por ter 2 milhões de renda quase todas as partidas, não dependendo de nada nem de ninguém, muito menos da Crefisa. A patrocinara representa parte pequena de nossas receitas e se um dia sair, nada compromete gravemente.

O contexto
Os jornais estão apelando forte para a questão do último confronto dos dois clubes em decisão. Em 1999, o Corinthians levantou o título paulista em cima do Palmeiras com o episódio lamentável de Edílson. Ali ele encerrara sua carreira de vez e se mostrava com péssimo perfil profissional.

O que é mais curioso – e interessante – é que nenhum programa de TV ou veículo de mídia citou que o Palmeiras havia ganho a Copa Libertadores da América dias antes. Tanto que Paulo Nunes foi até os vestiários buscar a faixa para provocar os jogadores do rival. Se colocarmos numa balança, é óbvio que o título da América é muito mais pesado e ganha muito mais força. Passamos por uma decisão nos pênaltis contra um adversário que não deu mole, não passou facilidade. Além do extremo cansaço físico, nossos atletas estavam de ressaca e com muito desgaste psicológico. Não foi fácil.

Vamos para uma final contra a Globo (que quer a nossa caveira à todo custo), contra a CBF, contra a Federação Paulista e contra o jogo sujo do rival. E principalmente contra o presidente deles que ainda é metido em política. Vamos ter que nos unir – e muito – para passar por cima de tudo isso. Essa decisão em especial não será decidida só dentro das quatro linhas. A influência contará bastante. A luta contará bastante. E de luta a nossa torcida conhece e sabe muito bem.

As portas para o título estão abertas.

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