Virou caso de polícia: Palmeiras quer inquérito para apurar falso testemunho de árbitros da final do Paulistão

Informação é do jornal Folha de S.Paulo. Clube contrata advogado e alega que trio de arbitragem não falou a verdade ao TJD-SP.

0
16875


Virou caso de polícia: Palmeiras quer inquérito para apurar falso testemunho de árbitros da final do Paulistão Virou caso de polícia: Palmeiras quer inquérito para apurar falso testemunho de árbitros da final do Paulistão

Notícia original de Globo Esporte

O Palmeiras decidiu ir à polícia para tentar provar que a equipe de arbitragem da final do Campeonato Paulista não falou a verdade, em depoimento ao TJD-SP no dia 17 de abril, sobre os acontecimentos do Dérbi decisivo do estadual. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

O clube contratou o advogado criminalista José Luis Oliveira Lima para acompanhar o que disseram os árbitros. Ele confirmou à Folha a decisão de ir à polícia sob alegação de falso testemunho.

– Com base nas contradições, nas versões apresentadas pelas testemunhas que prestaram depoimentos com o compromisso de dizer a verdade, vamos requerer a instauração de inquérito policial para apurar o crime de falso testemunho – disse o advogado ao jornal.

Jogadores do Palmeiras reclamam com árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza no Dérbi decisivo do Paulistão (Foto: Marcos Ribolli) Jogadores do Palmeiras reclamam com árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza no Dérbi decisivo do Paulistão (Foto: Marcos Ribolli)
Jogadores do Palmeiras reclamam com árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza no Dérbi decisivo do Paulistão (Foto: Marcos Ribolli)
A Federação Paulista de Futebol fez uma investigação interna que, segundo a entidade, não identificou interferência externa na decisão do Paulistão. Na ocasião, o árbitro Marcelo Aparecido de Souza marcou pênalti de Ralf em Dudu, mas depois voltou atrás. O Corinthians venceu o jogo por 1 a 0 e depois foi campeão nos pênaltis.

O Palmeiras reuniu imagens e foi ao Tribunal requisitando a impugnação da partida, mas o presidente do TJD, Antonio Olim, negou o pedido – sob alegação de que o clube não cumpriu os prazos legais para protocolar a solicitação.

Ainda segundo a Folha, o Palmeiras se vale de leituras labiais feitas pelo IBP (Instituto Brasileiro de Peritos), contratado pelo clube junto com a Kroll, uma empresa de investigação corporativa. O laudo do IBP indicaria que o delegado da partida, Agnaldo Vieira, chamou o quarto árbitro, Adriano Miranda, oito segundos antes de o árbitro mudar de decisão e cancelar o pênalti marcado. Isso iria contra o depoimento de Vieira no TJD.

No tribunal, ele disse que apenas falou “ei, sai, vai pra lá”, sem se dirigir a Miranda. Segundo a Folha, o laudo do IBP mostra que o delegado chama o nome do quarto árbitro.

A equipe de arbitragem do Dérbi ficou afastada de escalas enquanto o Palmeiras pleiteava a impugnação da partida no TJD. Depois de negativa do órgão ao pedido do clube, eles voltaram a ser convocados. Marcelo Aparecido estará em Criciúma x Juventude, terça-feira, pela Série B do Brasileiro.

Nesta quarta-feira, o Palmeiras entrou no STJD com um mandado de garantia para que o órgão force o TJD-SP a julgar o mérito do pedido do clube – ou seja, analisar se efetivamente houve interferência externa. Além disso, o clube protocolou recurso no TJD-SP questionando a decisão de Antonio Olim de indeferir o pedido de impugnação por expiração do prazo.

Sem o julgamento do mérito, o Palmeiras não poderia recorrer ao STJD. Daí a estratégia dos advogados do Verdão. A ideia é provar que a decisão de Olim não se sustenta.

Comentários

comentários