Roger admite má atuação do Palmeiras e revela puxão de orelhas no intervalo: “O importante foi classificar”

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Técnico diz que deu bronca no time após má atuação no primeiro tempo contra o América-MG

O técnico Roger Machado reconheceu a má atuação do Palmeiras no empate por 1 a 1 com o América-MG, nesta quarta-feira, na arena, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O técnico revelou que um puxão de orelhas no elenco no intervalo ajudou a equipe a subir um pouco de rendimento na etapa final e buscar a igualdade para avançar às quartas da competição.

– Nós temos 31 jogos (na temporada). Talvez, tenha sido o jogo de menor nível técnico. O que valia muito era a classificação e aconteceu. Enfrentamos um adversário muito disposto a complicar. O importante foi classificar. Não foi um bom jogo, mas foi uma ótima classificação. Um jogo de exceção, fora da curva. No sábado (contra o Sport), tenho certeza de que a gente vai voltar ao nosso nível – afirmou Roger.

A má atuação no primeiro tempo resultou em vaias da torcida na saída do time para o intervalo. Roger também não gostou e contou na entrevista coletiva que deu uma bronca para fazer o time despertar. Willian empatou a partida na etapa final.

– Geralmente, minhas orientações são técnicas e táticas. Essa eu diria que foi meio a meio. Técnico e tática com um pouquinho de puxão de orelha para que voltasse mais atento no segundo tempo.

O treinador do Palmeiras, aliás, concordou com as vaias da torcida e disse entender a cobrança vinda das arquibancadas nas últimas partidas.

– Não vou cobrar do meu torcedor que tenha a mesma paciência do treinador e dos atletas. O torcedor é passional, vai se manifestar de acordo com a emoção do momento. É claro que eu gostaria que ele nos incentivasse sempre. Se eu estivesse na arquibancada hoje e tivesse ido para o intervalo com 1 a 0, não sei se eu não me manifestaria com uma vaia – disse.

Veja outros trechos da entrevista de Roger Machado:

Ausência de Dudu

– A gente sempre acaba trabalhando a equipe com diversas alternativas. Já tínhamos trabalhado alternativas para isso. Vamos ver se para o final de semana ele terá condição de jogar. O lado bom é que acabou desvendando a possbilidade de estar entre os pré-convocados. Imagino que por um lado ele ficou feliz e por outro chateado por não poder jogar.

Entrada e vaias a Deyverson

– A opção pelo Deyverson foi pelo fato de não mudar a estrutura que tivemos contra o Bahia. Só trocamos um centroavante por outro e também porque o América-MG tem bola áerea de todas as áreas do campo. Deyverson tem boa bola aérea. O torcedor quer sempre que o time vença e elege os jogadores que por vezes não gostaria que estivesse em campo. Eu me recordo nos primeiros jogos do ano, quando chamei o Bruno (Henrique) para entrar, ele também foi vaiado. Depois, conseguiu se tornar titular e todo mundo gosta, hoje ninguém ve o time sem o Bruno. O Miguel (Borja) também, a torcida se manifesta porque deseja que o jogador faça semre a melhor escolha, o melhor jogo. Entendo o torcedor, mas a gente tem que entender que esses atletas estão representando nosso clube. Tenho certeza de que no momento certo o torcedor vai abraçar o Deyverson.

Mata-mata

– Temos de ter muito cuidado com jogos eliminatórios. Das três competições que estamos jogando, duas têm esse caráter. As decisões em jogos eliminatórios se dão pelo que acontece no primeiro jogo, sendo em cas ou fora. Tem de saber jogar esse tipo de competição. Não entender que ter feito vantagem fora nos dará a vaga. São dois jogos distintos que merecem atenção máxima.