Jogando muito mal, Palmeiras empata com o América-MG fora de casa e “consegue” trazer um ponto para casa.

O Palmeiras não pode reclamar do resultado, que definitivamente “caiu do céu”. O time de Luiz Felipe Scolari praticamente não jogou, não criou e não conseguiu envolver o fraquíssimo time do América, que tinha como referência Fábio Júnior, no ataque.

Sabendo do perigo das bolas aéreas do time mineiro, Felipão optou pela entrada de Chico na zaga, sacando Rivaldo, claramente fraco nesse tipo de jogada. A equipe, então, jogou de forma descentrada. Cicinho descia veloz, mas sem nenhuma objetividade. Lincoln, sumido no jogo todo, não criou nada. E a equipe sentiu claramente a falta de um camisa 10, articulador, inteligência, com cérebro capaz de “quimicar” jogadas interessantes.

Na primeira etapa, apenas um chute de Luan sem nenhum perigo para a meta mineira. O América-MG simplesmente figurou em campo, não conseguindo passar pelo ferrolho montado por Felipão.

Na segunda etapa, o Palmeiras não melhorou. Felipão, então, sacou WP9 e Lincoln, para as entradas de Dinei e Patrick, respectivamente. Com sangue novo, o Palmeiras demonstrava um pouco mais de disposição tática. Mas veja bem: um pouco.

Dinei acabou virando referência de armação, enquanto Patrick tentava flutuar em campo. Luan tentava ajudar na armação, mas esbarrava na capacidade técnica. Percebendo tal situação, Mauro Fernandes sacou Netinho e colocou Fabrício. Depois, sacou Fábio Jr. e colocou o veloz Kempes. E foi o atleta que articulou a jogada do primeiro gol da partida. Kempes tabelou com Rodriguinho e saiu na diagonal. Deu um excelente passe para Alessandro que mandou para as redes, enquanto Márcio Araújo e Maurício Ramos só acompanharam. 1 a 0 América-MG.

Vendo a derrota se aproximar, o Palmeiras se lançou ao ataque sem qualquer tipo de disposição tática. Era toque para todo lado. E claramente, Maikon Leite passou à ser mais acionado. Mas tanto ele quanto Luan deixaram muito à desejar e não contribuíram para o projeto “virada”.

Aos 30, Assunção bateu bem bola na área e Chico tentou o gol. Sem sucesso. Mas a bola acabou caindo próxima de Maurício Ramos, que se esforçou e conseguiu empatar a partida: 1 a 1 e alegria da galera palestrina em Minas (quase em maior número que os mineiros de plantão).

O final do jogo foi marcado por uma verdadeira desorganização tática. O Palmeiras se lançava ao ataque, mas tomava todos os cuidados na defesa. O adversário não conseguia acertar um contra ataque, dando assim a chance do Palmeiras tocar bola no campo do América. Mas o juiz insistia em travar o jogo todo momento. No último lance, ele apitou um lance bizarro após cobrança de escanteio de Assunção, minando qualquer chance de virada.

Assim, o Palmeiras deixou dois pontos para tras e agora tem clássico contra o Santos. Se tivesse vencido, ostentaria a segunda posição no Brasileirão e com prioridade. Mas por conta da falta de armadores e também de Kleber, dois pontinhos ficaram em Minas, e os adversários provavelmente não desperdiçarão suas chances. Ou seja, estamos um pouco mais distantes do objetivo.

FICHA TÉCNICA
AMÉRICA-MG 1 X 1 PALMEIRAS

Local: Estádio Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG)
Data: 07 de junho de 2011 (quinta-feira)
Horário: 21h (horário de Brasília)
Renda: R$ 25.310,00
Público: 1.503 torcedores
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (ES)
Assistentes: José Maciel Linhares (ES) e Vanderson Antônio Zanotti (ES)
Cartões amarelos: Fabrício, Kempes e Marcos Rocha (América-MG); Maurício Ramos, Thiago Heleno e Maikon Leite (Palmeiras)
Gols:
América-MG: Alessandro, aos 20 minutos do segundo tempo.
Palmeiras: Maurício Ramos, aos 30 minutos do segundo tempo

AMERÍCA-MG: Flávio, Marcos Rocha, Anderson, Gabriel e Gilson; Leandro Ferreira, Amaral, Fabrício (Netinho) e Rodriguinho (Léo); Alessandro e Fábio Júnior (Kempes)
Técnico: Mauro Fernandes

PALMEIRAS: Deola; Cicinho (João Vitor), Maurício Ramos, Thiago Heleno e Chico; Marcos Assunção, Márcio Araújo, Lincoln (Patrick) e Luan; Maikon Leite e Wellington Paulista (Dinei)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Comentários

comentários