Jogando com dois atletas à mais que o Atlético, Palmeiras cede empate aos 35 do segundo tempo e efetiva mais um vexame histórico para seu torcedor. Até quando?

Mais uma vez o Palmeiras castigou seriamente o seu torcedor. Vencendo o Atlético-GO fora de casa, o time de Felipão permitiu o empate aos 35 do segundo tempo. Seria um resultado normal se não fosse por um único motivo: o fraco adversário estava com dois atletas à menos.

O jogo

Felipão optou por Márcio Araújo no meio campo, enquanto João Vitor foi de lateral direito, no lugar de Cicinho, que está no departamento médico. Maikon Leite, Patrick e Pedro Carmona ficaram na reserva aguardando uma oportunidade de fazer o time um pouco mais ofensivo. O Atlético entrou com posicionamento de atacar pelo meio da zaga, e não teve nenhum tipo de sucesso. Não foi registrado nenhum lance de perigo em cima de Deola.

Aos 3 minutos, Kleber tabelou bonito com Fernandão e saiu na cara do goleiro Márcio. Sem ângulo, o atacante ainda chutou e quase mandou para as redes. Aos 12, após escanteio de Marcos Assunção, Rafael Cruz mandou para o próprio gol e Márcio praticou um verdadeiro milagre, rebatendo a bola de bate pronto para escanteio.

Aos 23, de tanto insistir, o Palmeiras abriu o placar: Marcos Assunção bateu falta na esquerda e Henrique resvalou de leve: 1 a 0 Palmeiras.

Aos 30 minutos, Kleber deu excelente passe para Fernandão, que chutou bisonhamente para fora, sem qualquer tipo de perigoso.

Depois das boas oportunidades, o jogo se tornou feio. O time rezava pelas tabelinhas de Kleber e Fernandão, mas elas não existiram. Kleber estava distante do jogo, difícil de ser acionado. Fernandão, quando pegava na bola, ficava isolado e acabava sendo desarmado.

No final do primeiro tempo, o zagueiro Anderson levou o segundo amarelo e acabou indo para o chuveiro mais cedo, após falta duríssima em Fernandão, na meia lua. Assunção cobrou falta perigosa e desperdiçou boa chance.

Na segunda etapa, o Verdão voltou melhor. Tocando mais a bola, o time de Felipão parecia jogar com conhecimento de que a vantagem no placar e um homem à mais era importante. Chutar bolas sem destino, para frente, não iria aliviar em nada.

As duas primeiras chances do segundo tempo foram do Atlético, pegando o Palmeiras de surpresa: a primeira num chute de longe de Anselmo, que Deola tirou para escanteio. Na cobrança, a zaga palestrina bobeou e Agenor desviou de cabeça, que mais pareceu um chute. A sorte de Deola é que a cabeçada foi totalmente sem direção.

Aos 15, Vitor Júnior reclamou exacerbadamente de falta cometida por João Vitor. O árbitro estava com o amarelo na mão e resolveu dar para os dois. Mas a diferença era que Júnior já tinha amarelo, e acabou deixando o gramado. Ou seja, o Atlético tinha que jogar mais trinta minutos de jogo com dois atletas à menos, dando plena vantagem para o Palmeiras, que já vencia por 1 a 0.

Sabendo da condição superior, o Palmeiras começou, estranhamente, a se desesperar. A bola não parava no pé, falhas grotescas de passes e uma desatenção muito grande. Os atletas do Atlético começaram à ter espaços demais. Felipão então resolveu colocar Maikon Leite para tentar abrir o jogo. E o jovem jogador teve somente duas chances.

Aos 26, João Vitor levou cotovelada de Pituca, que cortou a boca dentro e fora. Sem condições, Vitor saiu para a entrada de Pedro Carmona. A intenção de Felipão era colocar Rivaldo e segurar o ímpeto goiano, mesmo com 9. Mas se arrependeu e mandou Carmona para campo. A formação ficou bastante ofensiva, mas sem criação, acabou ruindo.

Aos 32, Pedro Carmona recuperou bola e foi para o meio. Ele tinha Maikon Leite e Luan próximos e apenas dois zagueiros goianos. Carmona errou o passe, tentando acionar Luan. Com o erro, a defesa se recuperou e armou o contra ataque. A bola acabou caindo na lateral direita. Depois de bate rebate, Felipe mandou bola para a área e Thiago Feltri, sozinho, mandou para as redes, sem chances para Deola.

Depois de levar o empate, Ricardo Bueno entrou no lugar de Fernandão, sem condição física. O atacante mal jogou. Aos 47, Maikon Leite teve a chance de dirimir a seriedade do problema que o resultado traria. Cortou bonito o zagueiro e chutou fraco, em cima de Márcio.

Com o apito final, os atletas saíram cabisbaixos e muito dificilmente terão força de reação no complemento do Brasileiro. Faltando 10 rodadas, o Palmeiras pode atuar somente como mero coadjuvante, mesmo levando em consideração que apenas dois pontos o separam da Zona da Libertadores.

Ficha técnica

Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Data:
25 de setembro de 2011, domingo
Horário:
18 horas (de Brasília)
Renda:
R$ 255.625,00
Público:
12.422 espectadores
Árbitro:
Francisco Carlos Nascimento (AL)
Assistentes:
Marco Antônio Martins (SC) e Carlos Titara da Rocha (AL)
Cartões amarelos:
Marcos Assunção, Fernandão, Márcio Araújo e Luan (Palmeiras); Rafael Cruz, Agenor e Pituca (Atlético-GO)
Cartões vermelhos:
Anderson e Vitor Junior (Atlético-GO)
Gols:

PALMEIRAS: Henrique, aos 24 minutos do primeiro tempo.
ATLÉTICO-GO: Thiago Feltri, aos 35 minutos do segundo tempo

ATLÉTICO-GO: Márcio; Rafael Cruz, Anderson, Leonardo e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Ernandes (Paulo Henrique) e Vitor Júnior; Juninho (Felipe) e Anselmo (Marino)
Técnico:
Hélio dos Anjos

PALMEIRAS: Deola; João Vitor (Pedro Carmona), Maurício Ramos, Henrique e Gabriel Silva; Marcos Assunção, Márcio Araújo e Tinga (Maikon Leite); Luan, Kleber e Fernandão (Ricardo Bueno)
Técnico:
Luiz Felipe Scolari

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