O cenário é realmente complicado. O Palmeiras levou um vareio de bola e perdeu a primeira partida pelas quartas-de-final da Copa do Brasil por 6 a 0, diante do Coritiba, em Curitiba. Semana antes, foi eliminado da final do Campeonato Paulista depois de um jogo dramático contra seu maior rival, o Corinthians, que acabou vencendo nas penalidades.

A torcida, revoltada, jogou até coquetel molotov no carro do jogador Luan. Pixou muro, fez manifestação, impediu treino da equipe no CT dentre outras atitudes revoltadas, e com muita dose de razão. Afinal, são dez anos consecutivos levando uma paulada dessas. Mas em 2011 a proporção foi muito grande.

No clube cria-se uma revolução. Sites palmeirenses apóiam torcedores para serem sócios do clube e participar ativamente da política, mexendo os pauzinhos para, no futuro, uma nova colheita de conselheiros tentem resolver os problemas que envolvem nossa estrutura. Uma oxigenação é apontada como única alternativa no futuro brilhante da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Diante de todos esses aspectos levantados, ainda assim a diretoria continua achando o torcedor com cara de idiota. Em nenhum momento ventilou-se a chance de baixar o valor dos ingressos, convocando a torcida para uma (im)provável virada no resultado elástico aplicado na última quinta-feira. O resultado? No primeiro dia de vendas, apenas 25 ingressos vendidos. Isso mesmo, 25 ingressos vendidos.

A falta de coerência é simplesmente absurda. Esse tipo de jogo tinha que ser aclamado como uma partida que pode entrar para a história, se os jogadores entrarem como verdadeiros guerreiros. Lógico que a chance é pequena e a eliminação é visível, mas baixando os ingressos e o time fazendo somente uma boa atuação, a torcida com certeza iria digerir melhor tamanha incompetência.

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