Um título memorável. Emoções indescritíveis que o torcedor palmeirense não consegue, ainda, relatar. Mesmo passados 11 anos. O ano de 1999 realmente foi bastante especial.

Campeão da Copa do Brasil em 2008, o Palmeiras entrou forte no ano seguinte. No Paulistão, foi avançando e chegou à final. Na Copa do Brasil, chegou na semifinal. E na Libertadores, o Verdão foi batalhando jogo a jogo até chegar nos dois últimos confrontos diante do Deportivo Cáli, da Colômbia.

Não foi fácil. Na fase de grupos, o Palmeiras enfrentou Corinthians, Olímpia e Cerro Porteño. Os alvinegros terminaram a fase na primeira posição, com 12 pontos. O Palmeiras se classificou em segundo, com 10 pontos.

Nas oitavas de final, o Verdão caiu justamente contra o Vasco da Gama, campeão da América de 2008. Com um time recheado de estrelas (Juninho Paulista, Pernambucano, Felipe, etc), a primeira partida, em São Paulo, terminou empatada: 1 a 1. Na segunda partida, vitória palmeirense por 4 a 2, com direito a golaço de Alex, que tabelou com Paulo Nunes desde a a intermediária.

O destino quis que Palmeiras e Corinthians se enfrentassem nas quartas de final. Os alvinegros, inflamados com a possibilidade de conquistar pela primeira vez a América, perderam a primeira partida por 2 a 0. O segundo gol foi marcado pelo lateral Rogério, que recebeu passe e caminhou sozinho, dando só um toquinho para as redes.

Na segunda partida, as duas equipes jogaram bem, mas os corintianos abriram 2 a 0. Com placares iguais, a disputa foi para os pênaltis. Nas penalidades, nasce a estrela do goleiro Marcos. O Palmeiras fez todas as suas cobranças, enquanto o Corinthians perdeu duas vezes: uma com Dinei, na trave, e outra com Vampeta, nas mãos do goleiro Marcos. No pênalti final, Zinho mandou no meio do gol e saiu para comemorar a classificação.

Nas semifinais, o Palmeiras enfrentaria o River Plate, da Argentina. A equipe, também recheada de bons jogadores, venceu o primeiro tento por 1 a 0, com gol extremamente chorado. Bola na trave, desviando em zagueiro e sobrando na pequena área.

Na volta, com Palestra Itália lotado, o Palmeiras fez uma das melhores exibições do ano. O Verdão goleou por 3 a 0, com destaque para o golaço de Alex, que dominou, cortou zagueiro e mandou de cobertura.

Enfim, o Palmeras chegaria na final da Libertadores, com todos os méritos. O time de Luiz Felipe Scolari pegaria o Deportivo Cáli, do perigoso atacante Bonilla. E não foi por menos: Bonilla fez o gol da vitória dos colombianos, de cabeça, no jogo de ida.

Duas semanas depois, o Palmeiras receberia os colombianos em São Paulo. A torcida simplesmente esgotou os ingressos em menos de duas horas. Foi uma verdadeira loucura! Milhares de torcedores dormiram na porta do estádio em busca de ingresso.

Em jogo truncado, o Palmeiras abriu o placar. Evair (sempre ele!), de pênalti, fez 1 a 0. Pouco depois, Júnior Baiano comete pênalti infantil e Zapata empata, 1 a 1. Oséas, escorando dentro da área após belo cruzamento de Júnior, vira a partida. Nervosa, a partida acabou nos pênaltis.

Zinho desperdiçou para o Palmeiras, logo na primeira cobrança, deixando os palestrinos preocupados. No restante das cobranças, Bedoya perdeu para o Cáli e o Palmeiras converteu suas cobranças. Os colombianos bateriam o último pênalti, e a responsabilidade ficou nos pés de Zapata. O colombiano colocou a mão na cintura, fez pose, mas acabou mandando para fora.

Por volta das 23h58, o Palmeiras comemorava o seu primeiro título da Copa Libertadores da América, em 1999. O ano se tornou inesquecível.

Na final do Mundial, em Tóquio, o Palmeiras teve excelente atuação, mas acabou sendo derrotado por 1 a 0 pelo Manchester United, da Inglaterra.

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