Por Thiago Gomes
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Hoje, dia 12 de agosto, segundo domingo do mês, marca o Dia dos Pais. Para muitos apenas uma data comercial que movimenta o mercado. Para outros um dia especial para comemorar ao lado do pai. E para uma outra parcela é dia de relembrar bons momentos com quem não está mais aqui conosco.

Minha infância foi muito feliz. E, claro, baseada no Palmeiras. Lembro do meu pai fazendo a barba e, ao lado, o radinho de pilha com as notícias esportivas das 18h. Sem internet na época, era a possibilidade de se informar sobre o Palmeiras sem ser pela TV.

Lembro também com muito carinho quando ele me levou a primeira vez ao estádio. Foi no jogo Palmeiras x Internacional em 1993. Lembro da chegada. Lembro do Minhocão, lembro da torcida chegando. Lembro do ingresso de papel, das bandeiras de mastro, do pessoal tomando cerveja no antigo fosso do Palestra Itália.

Depois do apito final, saímos pela Avenida Francisco Matarazzo e ele comprou minha primeira camisa do Palmeiras. Sem muitas condições financeiras, levantou o outro dia uma hora mais cedo e atravessou a cidade à pé para chegar no trabalho. Pagou meu manto com o antigo Vale Transporte de papel e ficou sem por quatro dias. Foi da Mooca ao Centro andando por quatro dias.

Infelizmente, em 2012, ele partiu. Ele foi morar com Deus três dias antes da decisão da Copa do Brasil contra o Coritiba. Quando o juiz apitou o fim do jogo e confirmou a taça para o Alviverde, o misto de alegria e tristeza formaram uma forte emoção. Muito feliz pelo título e triste por meu velho pai não ter visto. Mas eu tenho total crença de que ele viu, e vê, o Palmeiras de onde estiver.

Por isso, neste Dia dos Pais, não esqueça daquele abraço apertado. Seja seu pai palmeirense, corintiano, sãopaulino, santista. Abrace forte e mostre à ele seu apreço e seu amor. Se seu pai não está aqui, faça como eu: abra uma cerveja, coloque em dois copos e brinde. Em memória, seu pai estará contigo.

Feliz Dia dos Pais aos amigos palmeirenses!

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