Novo presidente ainda não sabe a “fotografia” ideal dos departamentos.

Por Thiago Gomes

Dia 21 de janeiro de 2013. Data que marca a transição na presidência do Palmeiras. Arnaldo Tirone, responsável direto pela queda do time para a Série B, deixa o posto para o jovem e promissor Paulo Nobre. Nobre, no entanto, venceu as eleições se apoiando no ex-presidente Mustafá Contursi. Ainda assim, diante da política do clube, o atual presidente venceu as eleições com uma certa folga.

Logo nos primeiros dias de mandato, Nobre contratou José Carlos Brunoro para ser diretor executivo. Na sequência, sombreado por Contursi, demitiu alguns membros da assessoria de imprensa do clube. O caso gerou revolta na comunidade palmeirense, que considerava o trabalho dos profissionais excelente. Tanto que a assessoria do Verdão foi a melhor do Brasil por dois anos consecutivos.

A gota d’água para o estouro da insatisfação prematura de conselheiros foi a negociação de Barcos com o Grêmio. O argentino foi para Porto Alegre, e quatro atletas vieram para São Paulo. Não é difícil ouvir conselheiro dizer que o Palmeiras trocou uma Ferrari por quatro bicicletas.

Brunoro, que está diretamente ligado aos assuntos do clube, sentiu o “baque” das primeiras manifestações.

“O que me chateia são críticas pessoais. Pessoas querendo fazer o mal. Blogs falando mal da minha pessoa, colocando coisas totalmente infundadas. Acho ruim, apesar de nem responder e nem ler. O que eu vou falar? Tenho filhos, família. Sempre quando entra no lado pessoal e em uma inverdade, machuca,” disse o diretor executivo.

Nobre ainda não definiu diretor para todos os setores do clube.