O Palmeiras está perto de novas eleições presidenciais. No próximo dia 24 de novembro, Maurício Galiotte, que busca a reeleição, e Genaro Marino, que busca a primeira vez no comando do executivo, vão disputar a cadeira principal do Alviverde Palestrino.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan de São Paulo, Galiotte foi questionado sobre a possibilidade de saída da Crefisa do clube. O mandatário disse que se isso acontecer será um retrocesso grande no projeto de futuro do clube.

“Qual é o tamanho do projeto? O que se quer para o Palmeiras? Temos um faturamento de R$ 600 milhões hoje e queremos que seja R$ 800 milhões, R$ 1 bilhão, e não voltar atrás. Não queremos o Palmeiras dos últimos anos, sem patrocinador, entre 11º, 14º, 15º lugares ou situações até piores. Isso nós não queremos,” disse.

“O Palmeiras vai andar de qualquer maneira. O Palmeiras é para sempre, eterno. Mas qual é o tamanho do projeto que queremos para o Palmeiras? Onde queremos chegar? O Palmeiras sobreviverá sem a maioria das fontes de receita, mas com um projeto absolutamente menor. Sobrevive sem a patrocinadora, é óbvio, como sobrevive sem a TV e uma série de coisas. Porém, precisa se pensar muito bem no tamanho do projeto, o que se quer para o Palmeiras,” adicionou.

O presidente ressaltou a relação positiva com Leila Pereira, dona da Crefisa e FAM, e também rechaçou qualquer possibilidade de intromissão da patrocinadora em assuntos políticos ou de contratações do clube.

“Sempre estive muito próximo da Leila. Inclusive, nos momentos de crise que tivemos com a patrocinadora em 2015 e 2016, fui o mediador. Tenho total convicção da importância da patrocinadora. A base da pirâmide é a receita e as fontes de receita. O clube precisa estar sólido para isso. Depois disso, vem a estrutura de trabalho e, no topo, são resultados e conquistas. Mas a Leila não tem nenhuma participação, absolutamente nenhuma interferência em contratações ou política interna. São o maior patrocinador da América do Sul e grandes parceiros,” comentou.