A temperatura política do Palmeiras deve aumentar nas próximas semanas. Pela terceira vez consecutiva, o COF, Conselho de Orientação e Fiscalização, rejeitou as contas apresentadas pela diretoria de Maurício Galiotte.

O órgão máximo do clube entende que, o novo contrato com a Crefisa, assinado recentemente, compromete os 10% de de previsão orçamentária.

Por conta de denúncia na Receita Federal, a patrocinadora teve que pagar R$ 30 milhões de multa e pediu para mudar a relação com o Palmeiras. No novo aditivo, o Alviverde assumiu dívidas na casa dos R$ 120 milhões e causou sérias discussões internas.

A ala da situação e o próprio Maurício Galiotte entendem que as rejeições são motivadas pelo clima político. A oposição, e até os vices de Galiotte, questionam a relação de Leila Pereira com o clube. Na última semana, em entrevista para um blog no UOL, Pereira disse que se a oposição vencer as eleições em novembro ela retirará o patrocínio.

No sábado, os associados decidirão em Assembléia se as alterações no estatuto passarão ou não. A patrocinadora é a favor, e a ala de Mustafá Contursi, ex-presidente, é contra.